Julho 30, 2010, 02:32:53
 
Olá, Visitante. Por favor Entre ou Registe-se se ainda não for membro.

Entrar com nome de utilizador, password e duração da sessão
   Início   Ajuda Calendário Galeria Galeria Entrar Registe-se  
Páginas: 1 2 3 [4] 5   Ir para o fundo
  Imprimir  
Autor Tópico: Reprodutores Recomendados  (Lida 2781 vezes)
0 Membros e 1 Visitante estão a ver este tópico.
AnitaLG
Administrador
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 11297



« Responder #60 em: Fevereiro 03, 2009, 20:46:31 »

Obrigada Américo,

Sei que é um senhor e que iria entender a minha postura. Sem dúvida que este caso aflige a todos os criadores de todas as raças, e deve ser debatido aqui pela generalidade.

No entanto, eu referia-m a vcs dos "babosos" se juntarem para fazerem uma proposta efectiva para a próxima Asembleia do Clube.

De qualquer forma, nada vos impede de com frontalidade o fazerem aqui. Neste momento tenho 1 "voto" a fazer do local privado que vos ofereci, e contarei com o seu contra... há empate para já Wink

Vão continuando a dar a vossas opiniões sobre a minha proposta, de modo a que possa decidir o que fazer.

Um beijo para si e para a loiraça gira que é a São  cheekkiss
Denunciar ao Moderador   Registado

Cumprimentos,

Anita Lopes Graça
Administração
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #61 em: Fevereiro 04, 2009, 03:37:44 »

(...), apesar de os divulgar (dos As aos Es) nos sites de que sou responsável). (...)


A Srª Drª, responsável pelo site www.alpetratinia.net, não divulga coisa nenhuma nesta área.

Apenas lá coloca, desde o início do site, a informação relativa aos despistes de displasia da anca, cotovelo, cardiomiopatia dilatada, taras oculares e outras informações porque, desde sempre, eu tornei pública toda a informação relativa aos meus exemplares (Displasias da anca de A a E, displasias do cotovelo de Normal a Grau III, isentos ou apresentando sinais compatíveis com cardiomiopatia dilatada, isentos de taras oculares, portadores de ausência de máscara, portadores de white spotting, etc., etc., etc...). Aliás, antes de haver site d' Alpetratínia, por várias vezes paguei publicidade, na extinta revista "Os Nossos Cães", para divulgar resultados de todos os despistes de displasias da anca e cotovelo!!!...

Mas, tenho que confessar que sem a 'responsabilidade' da Carla, se calhar ainda não havia www.alpetratinia.net.

Bem-hajas!

 cheekkiss cheekkiss cheekkiss cheekkiss cheekkiss
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #62 em: Fevereiro 04, 2009, 04:46:32 »

Ora bem,

Agora que já me introduzi neste debate com o pretexto de arreliar a Carla, tenho que dizer que há pouco mais de 24 horas li com toda a atenção este tópico (e tive conhecimento através da Carla do teor de algumas partes entretanto 'editadas pela administração') e, sinceramente, na altura fiquei com uma vontade enorme de intervir, mas também completamente 'apardalado' com algumas coisas que foram ditas e que entendi na altura dever considerar como sendo do âmbito restrito da comunidade dos São Bernardos.

Inclusivamente, durante o dia de ontem, coloquei à 'Patroa' a hipótese de recuperar a mensagem inicial deste tópico e, com base no seu conteúdo, abrir um outro tópico num quadro transversal a todas as raças. Na altura, tanto eu como a Anita considerámos ser uma boa hipótese.

No entanto, depois de ler as palavras do Sr. António Marques:

(...)
Sobre o problema dos reprodutores, penso que isto é um assunto não só para os criadores dos São Bernardos mas sim para todos aqueles que se interessam pela saúde dos seus exemplares e descendentes dos mesmos. Por isso devemos acender esta chama, mas sim com pés e cabeça, mas mais cabeça do que pés.
(...)


faço-me de convidado neste tópico, passando a defender que a discussão continue aqui. Podemos é evitar certo tipo de abordagens conflituosas do tipo

(...)
A Srª Drª, responsável pelo site www.alpetratinia.net, não divulga coisa nenhuma nesta área.
(...)


principalmente para que consigamos focar o debate no que é efectivamente relevante.

Atendendo a que este tópico já vai com cinco páginas com muito conteúdo importante, teria muita dificuldade em, numa única mensagem, conseguir abordar de forma clara todos os assuntos que surgiram com base na mensagem inicial.

Assim, vou pegar no início do tópico e, em relação ao conteúdo de algumas mensagens, dar a minha opinião e partilhar convosco, em diversas mensagens, algumas experiências que vivi no meu, ainda curto, percurso como criador. - além de achar que se tornará mais fácil a leitura, sempre dá para aproveitar para cumprir os serviços mínimos como moderador (doutro quintal).
Estas mensagens também contam, não contam Anita?

Espero não vos maçar muito e tenho a presunção de poder contribuir positivamente para o debate.
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #63 em: Fevereiro 04, 2009, 05:22:27 »

Boa tarde mais uma vez,

Hoje estamos em dia de propostas....

Qual a vossa opinião em propor à direcção do CPCSB a criação de um regulamento para reprodutores recomendados como já existe em França?

Não será dificil e valoriza concerteza todas as ninhadas dos criadores portugueses...

Damos como exemplo a grelha de selecção criada pelo Clube Francês do Dogue Alemão:
O sistema consiste na atribuição de pontos (entre 1 e 6 pontos) consoante determinadas características:
1 ponto: cão confirmado
2 pontos: cão confirmado, ter LOP, ter RX de despiste de displasia A, B ou C
3 pontos:cão confirmado, 3 excelentes em especiais ou monográficas ou ser Ch Pt, RX displasia A/B/C, identificação genética e Pedigree completo

4 pontos - "Reprodutor Recomendado": Cão confirmado, 2 excelentes em monográficas ou 2 CAC's ou RCAC's em especiais ou 2 exc em classe CH, RX displasia A/B, identificação genética e pedigree completo

5 pontos - "Reprodutor de Elite B": cão confirmado, tendo produzido:
- Machos: 5 descendentes recomendados 4 ptos no minimo com 2 femeas diferentes
- Femeas: 5 descendentes recomendados 4 ptos no minimo em 2 ninhadas diferentes
para ambos: identificação genética e pedigree completo

6 pontos - "Reprodutor de Elite A": cão recomendado, tendo produzido:
- Machos: 5 descendentes recomendados 4 ptos no minimo com 2 femeas diferentes
- Femeas: 5 descendentes recomendados 4 ptos no minimo em 2 ninhadas diferentes
para ambos: identificação genética e pedigree completo

Nota: em França, aos 8 meses um cão tem que ser confirmado; ou seja, vai a uma exposição onde um juiz especialista avalia se o cão está de acordo com o estalão da raça. Sem isso o cão não tem LOF.

O atraso que, aparentemente, em Portugal existe em diversas áreas, tem sido invariavelmente resolvido copiando modelos de outros países considerados mais avançados, por vezes utilizados já há muitos anos e considerados nesses países como ultrapassados e a necessitar de ajustes.

Acho que se deve efectivamente analisar o que outros países fazem, mas avaliando os impactos quer positivos quer negativos dos seus modelos. Isto para além de inevitavelmente termos que considerar sempre a adaptabilidade das medidas a tomar ao nosso contexto.

Como base de trabalho para se chegar a uma boa proposta para valorizar positivamente os cães que se destacam pela sua saúde, pelo seu carácter ou capacidade de trabalho e pela sua morfologia, parece-me que a grelha de selecção criada pelo Clube Francês do Dogue Alemão serve.

No entanto, há de imediato algumas ressalvas que gostaria de fazer:

1º Em relação às patologias a avaliar, estas serão necessariamente diferentes de raça para raça.

2º Parece-me contraproducente designar como reprodutor recomendado um exemplar que não tenha ainda produzido nenhuma ninhada (4 pontos) porque, podendo ter todos os requisitos referidos ainda não provou o mais importante: capacidade para reproduzir.

3º A confirmação aos 8 meses parece-me completamente descabida por precoce, principalmente em raças grandes - por exemplo em relação à altura, existindo limite máximo, um cão aos 8 meses pode estar dentro do limite e ao atingir o estado adulto estar completamente fora - ou em relação à dentição, tenho cães criados por mim que desenvolveram prognatismo após o ano de idade - faria sentido valorizar esses cães com a designação de confirmado?

4º Parece-me também que seria de valorizar positivamente os exemplares que prestassem provas da sua capacidade funcional e/ou carácter.
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #64 em: Fevereiro 04, 2009, 05:25:32 »

(...)
gostaria de saber quantos juizes especialistada raça existem em Portugal reconhecidos pela FCI ,hoje em dia.
Obrigado a quem souber responder.

ISABEL OLIVEIRA

Em Portugal não existe a figura de Juíz Especialista. Nem tenho a certeza que o reconhecimento do título de Juíz especialista esteja regulamentado pela FCI. Procurarei confirmar em breve.
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #65 em: Fevereiro 04, 2009, 06:00:19 »


Não será dificil e valoriza concerteza todas as ninhadas dos criadores portugueses...


Em relação a esta afirmação, valoriza perante quem? Refere-se aos criadores ou aos donos que adquirem os cães para companhia?
(...)
Os donos que adquirem os cães para companhia de modo geral não estão muito atentos a estes parâmetros.
(...)

Mais grave do que a falta de informação de quem adquire um cão para companhia, é a desinformação que por vezes é levada a cabo e a forma vaga mas perentória como alguma informação é veiculada.

Em relação à displasia da anca, já me aconteceram várias situações engraçadas, desde o potencial cliente informado que justificou o facto de nos ter escolhido como criadores do seu cão porque éramos os únicos que assumíamos que tínhamos cães com displasia D e E; passando pelo potencial cliente alegadamente informado que queria um cachorro com garantia absoluta que não ia ter displasia; até ao caso mais comum do potencial cliente que já ouviu falar do assunto que pergunta:

- E em relação à displasia da anca, os pais não têm, pois não?

- Embora isso não seja garantia absoluta de que o cachorro não tenha, o pai é A/A e a mãe é A/B (p. ex.).

- E isso é bom?

Sublinho que em relação a esta última situação, foi-me transmitido um caso praticamente igual por um criador sueco de raças de grande porte...

Na minha óptica, cada criador deverá procurar saber o máximo possível sobre as patologias que podem afectar a sua raça e com frontalidade informar o potencial cliente da situação geral da raça, dos cuidados que tem no seu plano de criação, do maior ou menor risco que o exemplar em que está interessado tem de vir a desenvolver determinada patologia, da forma como a acontecer vir a manifestar uma patologia isso influenciará a qualidade de vida do cão, das medidas preventivas que pode tomar, etc...

Criadores que possam escamotear a existência de risco de existência de patologias nos exemplares que criam, poderão ter mais sucesso económico imediato. Mas, acho que todos temos a vontade de ser criadores de longa duração...
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #66 em: Fevereiro 04, 2009, 12:02:18 »

(...)
Se a intenção é valorizar uma raça, primeiro tem de haver exigências mínimas e específicas da raça para criação e, segundo haver a restrição na criação de que os cães que não seguem essas exigências não podem obter o registo da ninhada. Mas a verdade é que há muita criação em Portugal de raças grandes sem efectuarem o despiste da Displasia.

Discordo. A primeira coisa que tem que se fazer é estudar a raça e, em relação a problemas hereditários que possam existir, caracterizá-los e avaliar a incidência do problema na população global da raça.

A atibuição de uma LOP pretende certificar a ascendência de um canídeo e identificá-lo como pertencente a uma determinada raça. Um cão pode ser de determinada raça com boas ou más ancas e se tiver péssimas ancas não deixa de ser da tal raça.
Para a responsabilização do criador, a única obrigatoriedade que poderei vir a aceitar em relação à displasia da anca (nas raças em que comprovadamente a sua prevalência é um problema), é a de fazer o despiste.
E mesmo assim, posso dizer-vos que se essa obrigatoriedade existisse há uns anos, teria sido impossível criar alguns dos melhores cães que sairam (ou estão) do meu canil. Mas isto já são contingências específicas de quem teve a loucura de iniciar a selecção de Serras de Pêlo Curto numa fase em que cheguei a ouvir dizer que a variedade estava praticamente extinta!...

Aceito que, relativamente a algumas raças, e por forma a enquadrar a selecção que se pratica em Portugal nos critérios adoptados pela maioria das entidades internacionais, sejam recomendáveis critérios mais restritivos, pelo menos enquanto essa maioria das entidades internacionais não arrepiar caminho.
Mas, cuidado!
A selecção forçosamente focada na erradicação de um problema, pode facilmente redundar na promoção da prevalência de outros problemas a que se presta menor atenção... Quer sejam de saúde, de carácter ou morfológicos.

Ao decidir-se um cruzamento, deve ter-se em consideração toda a informação disponível. Nas raças que aqui têm sido referidas, obviamente que é importantíssima a informação relativa à displasia. Mas há muito mais informação que considero tão importante como essa. E mais importante do que essa informação, é ter a capacidade de ponderar todo o conhecimento que se tem dos progenitores, seus ascendentes, descendentes e colaterais...

Se acrescentarmos a esta capacidade uns pózinhos de feeling para criar, será mais fácil fomentar a sorte de que também necessitamos...
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Baard
Moderador
*****
Offline Offline

Mensagens: 89



WWW
« Responder #67 em: Fevereiro 04, 2009, 12:25:21 »

Bom dia João Silvino,

Talvez seja eu que não o esteja a compreender, porque não vejo em que fazer o despiste da Displasia da anca possa fazer impedir a criação. Compreendo que certas raças em Portugal, nos últimos 20 anos tivessem usado progenitores com Displasia, mas devem-no ter feito para manter uma variação genética na raça, mas esta pratica deve ser transitória. Estas medidas fazem sentido para reanimar certas raças quase em extinção, mas não faz sentido por exemplo no caso do CSB, pois há 20 anos atrás já se conhecia o problema, digo 20 para não ir mais atrás. E, as pessoas que querem criar raças grandes devem pelo ter um mínimo de conhecimento sobre as doenças específicas dessas raças, é o HD é comum a todas.

Concordo que quanto mais informação se tiver melhor é, mas infelizmente o que acontece é que  a boa informação é sempre partilhada, a má é que não.
Denunciar ao Moderador   Registado

With the right training Man can be the Dogs best friend

Baard Rigstad
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #68 em: Fevereiro 04, 2009, 12:30:57 »

(...)
...devem existir regras e que nem todas as ninhadas deveriam possuir lop,...

Esta é uma questão de fundo que mereceria uma discussão independente.

Entendo o seu ponto de vista (e de muito mais pessoas), embora me pareça que parte do pressuposto errado de que o registo no LOP é um certificado de qualidade do exemplar.
Penso que basta verificarmos como é atribuído um LOP, e recordarmos alguns cães que já vimos que têm LOP e que pouco têm das características da raça que o estalão refere, para verificarmos que tal não acontece.

Na última Assembleia Geral do CPC um sócio questionou, a propósito da abertura do RI às raças estrangeiras, se o LOP deveria ser o "Registo Civil dos Cães".
Acho que se apresenta como uma necessidade premente a existência do tal "Registo Civil dos Cães".
Se o CPC não assumir essa responsabilidade, mais tarde ou mais cedo, surgirá quem o faça.

Acho que o CPC deveria assumir essa responsabilidade, criando obrigatória e previamente mecanismos que de facto certificassem a origem e a qualidade dos exemplares que fossem provenientes de criteriosos e responsáveis planos de criação.

E dando um exemplo do estrangeiro, mesmo que não seja de copiar, o Kennel Club considera, e desde antes do programa da BBC, a possibilidade de voltar a registar cães provenientes de cruzamentos entre raças.

Muito mais haveria a dizer sobre este assunto, mas já nos estamos a desviar do assunto inicial...
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #69 em: Fevereiro 04, 2009, 12:37:07 »

(...)
Talvez seja eu que não o esteja a compreender, porque não vejo em que fazer o despiste da Displasia da anca possa fazer impedir a criação.
(...)

Referia-me por exemplo, à utilização de reprodutores propriedade de outras pessoas que
não queiram sujeitar o seu exemplar ao protocolo de sedação/anestesia.

Também já me aconteceu radiografar exemplares em que não é possível uma avaliação rigorosa do grau de displasia devido a problemas traumáticos antigos.

E outras situações haverá...
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #70 em: Fevereiro 04, 2009, 12:51:16 »

(...)
Concordo que quanto mais informação se tiver melhor é, mas infelizmente o que acontece é que  a boa informação é sempre partilhada, a má é que não.

Como podem verificar por diversos meios, sempre assumi e divulguei o resultado do meu trabalho de criação.

Já criei cães com displasia da anca,
Já criei cães com displasia do cotovelo,
Já criei cães com luxação medional bilateral da rótula,
Já criei cães com entrópio,
Já criei cães com sinais compatíveis com Cardiomiopatia Dilatada,
Já criei cães monorquídeos,
Já criei cães prognatas,
Já criei cães endognatas,
Já criei cães com torção mandibular,
Já me nasceram cães com condroplasia (ou algo similar),
Já criei cães que tiveram osteo-sarcoma,
Etc,... (certamente, não me consigo lembrar das malinas todas)

Acho que tenho o dever de o divulgar.

Acho que cabe a cada um de nós, que considera que a informação má devia ser partilhada, tomar a iniciativa de promover essa divulgação.

No início poderemos ser poucos e até olhados de esguelha como tolos, mas se efectivamente esta prática for crescendo progressiva e lentamente, um dia todos sentirão necesidade de o fazer.

Estarei a sonhar alto?
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
leoguima
Subscritor Convidado
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 116



WWW
« Responder #71 em: Fevereiro 04, 2009, 13:36:21 »

Bom dia a todos,

Obrigado João, Carla e Baard pela entrada neste tópico, que como diz o Marques interessa a todas as raças. Graças aos vossos comentários tornou-se um debate interessante. É bom aprender com a voz da experiência!

Eu que sou amante da raça, como sabem, sinto que nem posso ainda ambicionar criá-la pois sei que ainda tenho muito a aprender, viver e investigar para o fazer. Acho que só depois de haver um grande conhecimento e estudo completo de cada raça se pode chegar ao ponto de se impor regras e limitações necessárias e neste caso nem se prende apenas com a displasia pois outras patologias são igualmente penosas e hereditárias. Para além de imposições/regras do CPC ou outra entidade a base de tudo está na consciência, ética e conhecimento do criador.

Como diz o joão, se alguém pretende ser bom e duradouro e começar uma criação com pés e cabeça essa consciência e conhecimento deve começar no inicio e estar sempre presente.

Obrigado mais uma vez!
Denunciar ao Moderador   Registado

Leonor Guimarães
"Cascão do Vale da Beloura" S. Bernardo
Fernandopera-Isabel Oliveira
Participante
***
Offline Offline

Mensagens: 299



« Responder #72 em: Fevereiro 04, 2009, 15:00:48 »

Já criei cães com displasia da anca,
Já criei cães com displasia do cotovelo,
Já criei cães com luxação medional bilateral da rótula,
Já criei cães com entrópio,
Já criei cães com sinais compatíveis com Cardiomiopatia Dilatada,
Já criei cães monorquídeos,
Já criei cães prognatas,
Já criei cães endognatas,
Já criei cães com torção mandibular,
Já me nasceram cães com condroplasia (ou algo similar),
Já criei cães que tiveram osteo-sarcoma,

Boa tarde,

Eu infelizmente já tive um s.bernardo com displasia. É horrível ve-lo sofrer  dessa maneira, fomos para uma cirurgia mas acabamos por perde-lo. Hoje sou criador ,estou a tentar que não aconteça a mesma coisa a outros mas não garanto que isso não possa acontecer,  porque isso depende de muitos factores. Mas que tentarei fazer o melhor isso posso garantir farei com que os meus cachorros tenham as melhores chances do lado deles depois de sair de minha casa depois é responsabilidade dos novos donos mas tentarei saber do seu desenvolvimento e crescimento  por agora é tudo vou trabalhar um 

arms Fernando Pera 
Denunciar ao Moderador   Registado

Fernando Pêra
"Afixo Pêra Bernardo", S. Bernardos
Baard
Moderador
*****
Offline Offline

Mensagens: 89



WWW
« Responder #73 em: Fevereiro 04, 2009, 16:16:42 »

Boa tarde Leonor,

Estou de acordo consigo, e com os outros, que reconhecem a importância de falar sobre as doenças abertamente e que devemos aprender uns com os outros.

Quanto á abertura e honestidade do Fernando e do João tiro-lhes o meu chapéu, e felicito-os por essa postura correctíssima. Tenho pena que sejam quase únicos a fazê-lo e por isso até pode dar uma imagem distorcida de que são os que criam sem rigor, quando na verdade são os que estão a criar com consciência do que estão a fazer e com um plano.

E, é uma pena que os criadores nacionais não estejam mais unidos, porque sozinhos não chegam a lado nenhum. Cada clube deveria ter um Conselho de Criação com pessoas com conhecimentos e ética para lá estar. chaplin
Denunciar ao Moderador   Registado

With the right training Man can be the Dogs best friend

Baard Rigstad
leoguima
Subscritor Convidado
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 116



WWW
« Responder #74 em: Fevereiro 04, 2009, 17:10:18 »

Acho que é isso mesmo que falta, é abertura e sinceridade! Sejamos honestos, a hipocrisia é que dá cabo de tudo!

Como diz o Fernando, mais vale assumir os obstáculos e problemas ultrapassados para avançar dignamente dando a garantia do esforço de melhorar e da consciência obtida do que criar com falsos moralismos e métodos para esconder e tentar mostrar que tudo é limpinho.

Ouvir quem tem experiência, ouvir conselhos de quem sabe faz toda a diferença. Eu não me posso queixar pois os "meus" amigos babosos (e não só) têm-me ensinado muito.



Denunciar ao Moderador   Registado

Leonor Guimarães
"Cascão do Vale da Beloura" S. Bernardo
Fernandopera-Isabel Oliveira
Participante
***
Offline Offline

Mensagens: 299



« Responder #75 em: Fevereiro 04, 2009, 20:08:26 »

boa tarde a ai uma pequena confusão eu quis citar o senhor que diz ter criado cães com esses problemas todos eu só queria referir que já teve alguns cães com problemas do género mas na duvida de eles poder retransmitir ao filhos não cruzei e nunca o jazeria se tivesse alguma duvida porque é muito triste quando isso acontece e depois velo sofrer e quando não é preciso abater o que é ainda mais penoso já passei por algumas destas e quero ver se isso não recomeça tão cedo  e´muito difícil essas decisões o ultimo que teve de abater andei a pensar de dia e de noite antes da difícil decisão mas as vezes é necessária para acabar com o sofrimento do bichinho

um arms Fernando Pera   
Denunciar ao Moderador   Registado

Fernando Pêra
"Afixo Pêra Bernardo", S. Bernardos
leoguima
Subscritor Convidado
*****
Offline Offline

Sexo: Feminino
Mensagens: 116



WWW
« Responder #76 em: Fevereiro 04, 2009, 23:04:25 »

Fernando, eu percebi, não estava a fazer confusão. Quando disse ("Como diz o Fernando, mais vale assumir os obstáculos e problemas ultrapassados para avançar dignamente dando a garantia do esforço de melhorar e da consciência obtida do que criar com falsos moralismos e métodos para esconder e tentar mostrar que tudo é limpinho. ") não estava a assumir que tinha dito as mesmas coisas do joão.
No entanto ambos sabem o que quis dizer, o que interessa não é a variedade nem a quantidade de complicações e problemas que cada um de nós passa mas sim saber assumir e aprender com isso para poder melhorar e talvez evitar esse sofrimento.
Nada pior que ver o nosso amigo a sofrer... Também espero não ter de tomar essa decisão de novo, foi a pior da minha vida!
Denunciar ao Moderador   Registado

Leonor Guimarães
"Cascão do Vale da Beloura" S. Bernardo
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #77 em: Fevereiro 05, 2009, 00:58:44 »

boa tarde a ai uma pequena confusão eu quis citar o senhor que diz ter criado cães com esses problemas todos eu só queria referir que já teve alguns cães com problemas do género mas na duvida de eles poder retransmitir ao filhos não cruzei e nunca o jazeria se tivesse alguma duvida porque é muito triste quando isso acontece e depois velo sofrer e quando não é preciso abater o que é ainda mais penoso já passei por algumas destas e quero ver se isso não recomeça tão cedo  e´muito difícil essas decisões o ultimo que teve de abater andei a pensar de dia e de noite antes da difícil decisão mas as vezes é necessária para acabar com o sofrimento do bichinho

um arms Fernando Pera   

Antes de mais, gostaria de clarificar que não criei
Citar
"...cães com esses problemas todos..."
Era muito azar ter esses problemas todos num só cão!...
Ou sorte (??),... se nos outros todos não houvesse problema nenhum!!...

Se alguém pretende criar com a absoluta certeza de que vai obter apenas cães morfológicamente correctos, com o carácter adequado e sem qualquer problema de saúde que tenha uma componente de transmissão hereditária, assumo a responsabilidade de, desde já, recomendar vivamente que não crie.

Se criar fosse tão fácil como somar pai e mãe e dividir por dois, quase de certeza que haveria muito mais criadores de longa duração e eu não sentiria o prazer que sinto com esta actividade.

É legítimo pretender reduzir ao mínimo os riscos que se correm. Agora, ter a veleidade de procurar o risco 0, parece-me ainda mais inatingível do que criar o Exemplar Perfeito.



Pensando apenas na displasia da anca, imagine a seguinte situação:

Tem um macho com ancas A/A, que já tinha dado provas de que produzia filhos A/A e A/B, com cadelas de ancas C/C.
Cruza esse macho com uma fêmea não radiografada (filha de uma fêmea A/A e de um macho C/C).
Entre os 4 e os 6 meses avalia as ancas de 3 exemplares dessa ninhada (de 7), pelo método PennHip. Os três resultados são bons.
5 desses cachorros atingem a idade adulta e são todos radiografados: 2 são A/A, 1 é A/B, 1 é B/B e 1 é C/C.
Por azar, todos os cinco adultos são fêmeas.
No seu Plano de Criação fazia-lhe falta um macho desta combinação.
Até nem é apologista de repetir ninhadas mas, com o objectivo de obter um bom macho com esta ascendência, decide repetir esta ninhada.
Acha que em termos de Displasia da Anca está a correr um grande risco ao produzir esta 2ª ninhada?

Permito-me intuir a sua resposta. Eu também achava que não!

No entanto, foi desta 2ª ninhada que me surgiu um dos raros casos de ancas E/E com sintomatologia evidente, associada a alguma perda de qualidade de vida!
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #78 em: Fevereiro 05, 2009, 01:13:29 »

(...)
..., o que interessa não é a variedade nem a quantidade de complicações e problemas que cada um de nós passa mas sim saber assumir e aprender com isso para poder melhorar e talvez evitar esse sofrimento.

Concordo.

E, também temos que ter em conta que, para além de a quantidade de complicações e problemas ser proporcional à quantidade de cachorros criados, também depende do património genético disponível a possibilidade de correr mais ou menos risco...
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Alp
Moderador
*****
Offline Offline

Sexo: Masculino
Mensagens: 346


Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


WWW
« Responder #79 em: Fevereiro 05, 2009, 01:35:57 »

(...)
Há 4 ou 5 anos, por exemplo, havia criadores alemães que diziam que a displasia do cotovelo não é uma preocupação significativa no são bernardo.
Hoje sabemos que as coisas não são bem assim e a par da displasia da anca começam a aparecer vários casos de displasia do cotovelo, também ela hereditária, tão ou mais grave que a primeira e com um grau de hereditabilidade superior ao da anca...
(...)

Ora aqui está um tema interessante.

Segundo um estudo de há 2-3 anos, a prevalência de displasia da anca (Graus C, D e E) no Cão da Serra da Estrela situava-se nos 67%. Não me recordo exactamente do valor mas a prevalência de displasia do cotovelo (Graus I, II e III) era mínima e escrevia-se com apenas um dígito.
Tentar erradicar de forma abrupta a displasia da anca implicaria a utilização de apenas 33% do património disponível com a agravante de se poderem perder características importantes a todos os níveis (morfologia, carácter, saúde) que poderiam estar presentes nos 67% que não se utilizaria para a reprodução.
Por outro lado, tentar erradicar a displasia do cotovelo seria possível utilizando mais de 90% do património genético disponível sem o consequente risco acrescido de perda de informação genética importante característica da raça.

Será que ao definir a erradicação/controlo da displasia da anca como prioridade na selecção, não estamos a correr o risco de, não só diminuir drásticamente a variabilidade genética, mas também a correr o risco de perder caraterísticas importantes para a raça e até aumentar a prevalência de outros problemas hereditários não sujeitos ao mesmo controlo rigoroso, tão ou mais graves que a DA?

Será que foi isso que aconteceu nos São Bernardos?
Denunciar ao Moderador   Registado

Um abraço,
João Silvino

Canil d'Alpetratínia
http://www.alpetratinia.net
Páginas: 1 2 3 [4] 5   Ir para o topo
  Imprimir  
 
Ir para:  

Powered by MySQL Powered by PHP Powered by SMF 1.1.11 | SMF © 2006-2008, Simple Machines LLC XHTML 1.0 válido! CSS válido!