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Autor Tópico: O criador no papel do juíz  (Lida 1180 vezes)
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thuyas
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« em: Março 14, 2008, 00:25:23 »

Conforme foi aconselhado pela nossa moderadora gostava de lança aqui um desafio a todos os foristas: Vamos aqui fazer nós o nosso próprio julgamento de um determinado cão. Para isso e para que aja uma maior transparêcia deverão constar nesses julgamentos as seguintes informações: Nome de quem quer expressar a sua situação, nome do criador ou proprietário do cão e identificação do canídeo em questão. Se a nossa moderadora concordar como é óbvio penso que aqui seria então o local ideal para oa fazer.

Cumprimentos

Pedro Silva
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Pedro Silva
Casa das Thuyas
http://www.canilcasadasthuyas.com
handler
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« Responder #1 em: Março 24, 2008, 19:45:56 »

olá a todos..

na minha opinião será um pouco difícil avaliar um cão apenas através de fotos. Uma das coisas mais importantes num cão é o movimento... 
Contudo se os foristas conhecerem o cão e tiverem em consideração " também" esse factor... é uma excelente ideia.

Obrigado.
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Angie
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« Responder #2 em: Março 24, 2008, 22:30:12 »


  blink
 Eu não concordo que se possa avaliar um cão pela fotografia, mesmo conhecendo um cão e o cão não é só andamentos. É importante, mas não é tudo.

 Para mim um bom cão além de ter de ter presença, e com isto refiro-me como é evidente a Show Dogs, há muitos cães de Show mas SHOW DOGS há muito poucos.
 Também é necessário que tenha a parte morfologica correcta, de acordo com o estalão. Não é possivel avaliar um cão pela foto, por várias razões. Primeiro porque acho muito importante o mexer no cão. Tenho visto cães que parecem muito bonitos, até lhes meter a mão.

 Depois acho que apenas e só o criador do cão e o juiz que o julga, partindo do inicio que o juiz sabe o que está a julgar, é que saberão as qualidades e defeitos que determinado cão terá. Podem-se camuflar muitos defeitos, mas quem tem mãozinhas e olhinhos sabe bem avaliar se é qualidade ou camuflagem.

 Agora peço desculpa mas não contem comigo para julgar os cães dos outros pela internet.  bye
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Nixa
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Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.


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« Responder #3 em: Março 25, 2008, 00:31:57 »

Eu continuo sem entender o objectivo.
As pessoas levam cães a exposições para os mesmos serem avaliados por juízes, que me principio, serão pessoas avalizadas para tal.
Que eu saiba há por aqui poucos juizes, e se há mais, ninguém se irá pronunciar sobre este ou aquele, pois não é o local.
Cão por foto é complicado, tal como o Nuno, para mim uma das coisas mais importantes é o movimento (muito embora não só).
Um criador que não sofra de cegueira de canil, poderá avaliar. Uma pessoa que não saiba o estalão nem conheça determinada raça, não pode nem deve avaliar, apenas porque acho bonito ou feio.
Há muita coisa envolvida na avaliação de um cão de exposição, que, apenas pela net fica muito dificil e injusto.

Mas para não dizerem, que eu sou do contra, vou dar uma opinião



É feio! Mesmo!  Cry
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Isabel Vieira Santos
Afixo Pedra da Anixa
PET E DONOS
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« Responder #4 em: Março 25, 2008, 16:28:01 »

Isso é um cão??? Parece um Gremling!!! (Não sei se escreve assim....)
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Rafael de Zafra
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« Responder #5 em: Março 27, 2008, 13:29:47 »

Las exposiciones caninas, desde su nacimiento tienen como objetivo una selección de sementales para la mejora de la raza. El mejor juez debe ser el propio criador, pues verá sus productos en el Ring y de ese trabajo dependerán sus éxitos. Disculpenme por la expresión, pero yo le digo a mis sobrinos y a mis amigos PARA CRIAR Y EXPONER HAY QUE SER MUY NAZI. El gran problema es que nos ciega el amor a nuestros perros. Desde que tengo 5 años salgo a un ring, en mi familia hay perros de raza desde tiempo inmemorial; mi tatarabuelo Federico von und zu Rottmüller introdujo loos primeros Spitz en España..... criamos desde hace más de 6 generaciones perros de raza y para estar sobre el podium hay que trabajar y seleccionar de un modo duro y sin pena. Además de ello hay que ver muchos perros y observar esa determinada raza, ver muchas camadas y viajar mucho..... leer standares y hacer un fichero de esa raza. Nuestra droga es cara, pero da un gran placer.


Si no hacemos nada de ello es mejor que nos dediquemos a criar pets. Y sobre todo... juzgemos por virtudes y sepamos los defectos de nuestros perros para así saber corregir.

A pesar de todo ello, os daréis cuenta que todos los días aprenderemos algo nuevo. El perro perfecto no existe PERO ELLO NOS MUEVE A CRIAR, ES BUENO, el juez perfecto no existe, pero hemos de endurecernos y no caer en el refranero español cuando dice : A nadie le huelen sus "peos" ni sus hijos les son feos.


El que quiera pets, que los tenga en casa, YO LOS TENGO Y ME DAN TANTA SATISFACCIÓN COMO MIS PERROS DE SHOW, NO MEZCLO SUS PAPELES EN MI VIDA PERO SI MEZCLO SUS AMORES.
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BernardoBeja
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« Responder #6 em: Abril 12, 2008, 01:53:03 »

Opá coitado do cão!! Se calhar alguém tem culpa de ele ser assim. Mas talvez para alguém ele seja bonito! Por acaso ele é da minha raça favorita. O cão não tem culpa de ser assim..
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Rafael de Zafra
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« Responder #7 em: Abril 12, 2008, 10:45:22 »

También es mi raza favorita y ese pobre animal de la foto anterior simplemente es viejecito y deforme, PERO SEGURO QUE ES UNA MAGNÍFICA MASCOTA....que no debe presentarse en un ring.
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« Responder #8 em: Maio 08, 2008, 16:59:09 »

Baixote Miniatura de pêlo raso



Nome: Vera da Quinta D'Abroeira
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Qual é a lógica de ser admitido que criador e juiz sejam a mesma pessoa?...  Huh?

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« Responder #9 em: Maio 08, 2008, 17:00:09 »

Baixote Miniatura de pêlo raso



Nome: Vera da Quinta D'Abroeira
Prop: M Helena Magalhães


Qual é a lógica de ser admitido que criador e juiz sejam a mesma pessoa?...  Huh?



Já se tinha falado nisso no tópico do cão hungaro... desde que vendido há mais de seis meses, em Portugal pode ser julgado.
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« Responder #10 em: Maio 08, 2008, 17:01:00 »

Qual é a lógica de ser admitido que criador e juiz sejam a mesma pessoa?...  Huh?


Já se tinha falado nisso no tópico do cão hungaro... desde que vendido há mais de seis meses, em Portugal pode ser julgado.

E contra isso batatas bash bash bash  Assobio
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« Responder #11 em: Maio 08, 2008, 17:01:40 »

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Enviada: Hoje às 19:35:35Enviado por: MDogster 
 Qual é a lógica de ser admitido que criador e juiz sejam a mesma pessoa?... 

E porque não?! O culto de que uma pessoa que cria um cão e posteriormente o julga para lhe dar um prémio, indepententemente da sua qualidade e a qualidade da concorrência, está assim tão enraízado?  bash
Quando for aceite que um juíz julgue os cães da sua criação sem que toda a gente presuma um enviesamento do julgamento a favor do "seu" cão (e que o julgamento seja efectivamente objectivo), então sim, teremos dado um grande passo na nossa canicultura! bop

Seja como for, regulamentarmente um juíz pode julgar um cão da sua criação desde que este tenha deixado de estar registado em seu nome há mais de 6 meses...
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« Responder #12 em: Maio 08, 2008, 17:02:27 »

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E porque não?! O culto de que uma pessoa que cria um cão e posteriormente o julga para lhe dar um prémio, indepententemente da sua qualidade e a qualidade da concorrência, está assim tão enraízado? 
Quando for aceite que um juíz julgue os cães da sua criação sem que toda a gente presuma um enviesamento do julgamento a favor do "seu" cão (e que o julgamento seja efectivamente objectivo), então sim, teremos dado um grande passo na nossa canicultura!

Ou será que preferem um juíz que tenha deixado de criar há n anos e que tenha perdido o contacto com o mundo da criação e a "evolução" da(s) raça(s) que julga?...  chin
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« Responder #13 em: Maio 08, 2008, 17:03:09 »


Qual é a lógica de ser admitido que criador e juiz sejam a mesma pessoa?...  Huh?


Já se tinha falado nisso no tópico do cão hungaro... desde que vendido há mais de seis meses, em Portugal pode ser julgado.
Pois, eu sei que pode, mas a pergunta é se devia poder...
Em relação ao que a Carla diz, isso estaria muito bem se o ser humano fosse perfeito Cool Mas, mesmo involuntariamente, parece-me quase impossível não haver uma pontinha de parcialidade para uma "obra da sua autoria".
Nessa perspectiva de isenção, seria então mais lógico permitir o julgamento de exemplares da propriedade do juiz, não criados por ele, onde não há uma ligação emocional  Wink   
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« Responder #14 em: Maio 08, 2008, 17:03:53 »

Em relação ao que a Carla diz, isso estaria muito bem se o ser humano fosse perfeito  Mas, mesmo involuntariamente, parece-me quase impossível não haver uma pontinha de parcialidade para uma "obra da sua autoria".
Nessa perspectiva de isenção, seria então mais lógico permitir o julgamento de exemplares da propriedade do juiz, não criados por ele, onde não há uma ligação emocional 

Eu sei... Mas temos de trabalhar para conseguir melhorar o máximo que conseguirmos!  Roll Eyes
Em relação à última frase, deixe-me ver se percebi...  chin Seria preferível ter o juíz a julgar cães que ele tenha em casa mas que não sejam criados por ele, em vez de um cão que tenha vendido aos 2 meses e pouco o tenha visto desde essa altura? Na minha opinião, acho que era bastante pior ter o juíz a julgar os cães que tem em casa... onde a ligação emocional é provavelmente bastante mais forte (pelo menos no meu caso!  smug).

De qualquer das formas, quando se escolhem os juízes, não se sabe que cães serão inscritos. Proibir que um juíz julgue cães da sua criação iria limitar muito a escolha de (bons) juízes disponíveis em várias raças, ou a possibilidade de participação de muitos cães. E onde é que isso iria parar. Se um juíz não puder julgar cães da sua criação, será que poderia julgar cães filhos de 2 cães da sua criação? É o mesmo património genético...  chin  what
E há raças que por muito bom que a um all-rounder seja, simplesmente não tem experiência suficiente para fazer um julgamento objectivo e concreto (salvo raras excepções). Isso ocorre-me, por exemplo, com uma das minhas raças.
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« Responder #15 em: Maio 08, 2008, 17:04:40 »

Em relação ao que a Carla diz, isso estaria muito bem se o ser humano fosse perfeito  Mas, mesmo involuntariamente, parece-me quase impossível não haver uma pontinha de parcialidade para uma "obra da sua autoria".
Nessa perspectiva de isenção, seria então mais lógico permitir o julgamento de exemplares da propriedade do juiz, não criados por ele, onde não há uma ligação emocional 

Eu sei... Mas temos de trabalhar para conseguir melhorar o máximo que conseguirmos!  Roll Eyes


Carla,
Eu concordaria consigo a 100% se não houvesse na nossa canicultura um clima de suspeição permanente, ou seja, é a minha humilde opinião de que já que esse clima existe e está instaurado, não se deveria começar a construir a casa pelo telhado.

Não quero com isto dizer que o Pedro não foi isento na sua apreciação, provavelmente até foi, mas toda esta conversa tem a ver com o clima existente generalizado, nada mais que isso, digo eu  Wink
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« Responder #16 em: Maio 08, 2008, 17:05:24 »


Já se tinha falado nisso no tópico do cão hungaro... desde que vendido há mais de seis meses, em Portugal pode ser julgado.

Em Portugal e não só...

A judge may not judge any dog that he has either owned, co-owned, conditioned, kept or sold in the six months preceding the show where he is officiating. The same applies to dogs owned by a partner, a member of his immediate family or any person living with him in his household.


Em FCI - regulamento de Juizes.
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« Responder #17 em: Maio 08, 2008, 17:06:11 »


Qual é a lógica de ser admitido que criador e juiz sejam a mesma pessoa?...  Huh?


Já se tinha falado nisso no tópico do cão hungaro... desde que vendido há mais de seis meses, em Portugal pode ser julgado.
Pois, eu sei que pode, mas a pergunta é se devia poder...
Em relação ao que a Carla diz, isso estaria muito bem se o ser humano fosse perfeito Cool  angel

Se o ser humano fosse perfeito....... angel angel angel era bom e a Carla é um amor no seu idealismo mas eu já ando nisto ha muitos anos,um abraço para ela e força para tornar real os seus ideais,eu também era assim ...e continuo a desejar que se tornasse realidade mas ,cada vez mais desiludida  sadno

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« Responder #18 em: Maio 08, 2008, 17:06:50 »

 
Se o ser humano fosse perfeito.......   angel era bom e a Carla é um amor no seu idealismo mas eu já ando nisto ha muitos anos,um abraço para ela e força para tornar real os seus ideais,eu também era assim ...e continuo a desejar que se tornasse realidade mas, cada vez mais desiludida 
 

Eu sei!  smile E eu sou uma idealista que confia nas pessoas até elas me provarem que estava errada! E esforço-me por cumprir os meus objectivos e idealismos...  Roll Eyes
Mas a Isabel não deixa de ser uma das minhas inspirações...  : bye Se conseguir chegar à sua idade, com metada da boa disposição que pelo menos aparenta nas exposições, considerar-me-ei com sorte!  bop
bjnhs  cheekkiss
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« Responder #19 em: Maio 08, 2008, 17:07:32 »


Carla,
Eu concordaria consigo a 100% se não houvesse na nossa canicultura um clima de suspeição permanente, ou seja, é a minha humilde opinião de que já que esse clima existe e está instaurado, não se deveria começar a construir a casa pelo telhado.

Anita,

Eu sei que esse clima existe e desde há muito tempo. Mas enquanto continuarmos a enfiar a cabeça na areia porque "é assim mesmo que as coisas são", nunca conseguiremos mudar nada...  Sad Na minha humilde opinião, é o tipo de situações em que temos todos (canicultores, expositores e juízes) de fazer um esforço para mudar.
As exposições já padecem frequentemente de um síndroma de hiper-competitividade. A juntar a isso o clima de suspeição contínua... deixam de ser o local de partilha e troca de experiências entre criadores que poderiam e deveriam ser por excelência... spock

Atenção que os meus comentários são gerais, e não aplicados a nenhuma situação específica. Aliás, infelizmente nem consegui estar presente em Viana, apenas em Penafiel. E, de qualquer forma, tendo ido sozinha e sem as minhas Teckels, nem consegui acompanhar o julgamento, que como de costume foi à mesma hora das minhas outras raças...  tears
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