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AnitaLG
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« em: Abril 16, 2009, 11:32:06 » |
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A banalização do “Excelente” Este tema desde sempre me fez pensar... pois apesar de nada perceber de raças, com excepção das minhas, desde que iniciei o projecto Azuljasmim.info a minha aproximação a todos os grupos aconteceu de forma natural. O ano passado tive o prazer de ser convidada pelo Rottweiler Clube de Portugal para fazer a cobertura da 15ª Monográfica Rottweiler Club de Portugal, onde pude apreciar o trabalho da juíza Gabriela Wodak (Áustria), e onde pela 1ª vez vi a atribuição de maioritariamente “Muito Bons”. Se esta situação agradou aos participantes? Não! Mas que após falar com esta juíza, passou a fazer todo o sentido, sem dúvida. No fim de semana da Exposição do Fundão, essa experiência voltou a acontecer, desta vez com o juiz Harry Tast (Finlândia)... de novo a atribuição de "Muito Bons" foi maioritária. Ambos me explicaram que a atribuição de “Muito Bom” não é de forma alguma depreciativo em relação ao exemplar (ao contrário do pensamento da maioria dos expositores), tal como vem descriminado no Regulamento da FCI. REGULAMENTO DE EXPOSIÇÕES E CONCURSOS DE BELEZA Eventos de Morfologia Canina ARTIGO 44ºAs qualificações deverão ser atribuídas segundo os seguintes critérios: a) Excelente - a atribuir ao exemplar que se aproxime muito do Estalão da Raça, em perfeitas condições físicas e apresentando conjunto harmonioso e equilibrado e um porte brilhante. A superioridade das qualidades dentro da Raça fará esquecer pequenas imperfeições, devendo possuir as características do seu sexo. b) Muito Bom - a atribuir ao exemplar perfeitamente típico, equilibrado nas suas proporções e em boas condições físicas. Ser-lhe-ão tolerados alguns defeitos ligeiros, desde que não sejam morfológicos. Esta qualificação apenas pode recompensar um cão de qualidade, constituindo a qualificação máxima a atribuir na Classe de Cachorros. c) Bom - a atribuir a um exemplar possuidor das características da Raça mas evidenciando defeitos que não sejam eliminatórios. d) Suficiente - a atribuir ao exemplar suficientemente típico sem qualidades notórias ou em deficiente condição física. Não se pode dizer que estes juizes por serem mais rígidos na aplicação dos Regulamentos... não errem, basta serem humanos para não serem infalíveis. Mas tudo isto vem a propósito de já ter ouvido expressões como: - "O meu cão foi CH sem sequer o merecer pois era um "charuto", logo de seguida retirei-o" - "Olha!! Fiz um CH sem saber ler nem escrever, o juiz não viu o defeito tal..." Também já ouvi juízes dizerem... "Se fosse lá fora não tinha dado "Excelente"" Concretamente em relação à Monográfica dos Serras, que aconteceu no Fundão 2009, ouvi alguns comentários do tipo... "Assim não se consegue uma canicultura positiva" (não foi nenhum dos participantes). A minha opinião é diametralmente oposta... "É assim que se consegue uma canicultura positiva" Gostaria de "ouvir" a vossa opinião sobre este assunto 
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Blessing
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« Responder #1 em: Abril 16, 2009, 11:53:25 » |
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Oh, Anita... Esta é mesmo a puxar por mim... E Muito Bom em classe de campeões? Não é chamar incompetentes aos outros senhores juízes que lhes atribuiram os pontos para o campeonato? E quando um cão, 15 dias antes fazia pódio no 2º grupo? E BOB anos seguidos? Estarão os outros todos errados? É que isto levado ao pé da letra significará que a qualificação de Excelente é praticamente inatingível, uma vez que a interpretação do que sejam "A superioridade das qualidades dentro da Raça fará esquecer pequenas imperfeições, devendo possuir as características do seu sexo." é terrivelmente subjectiva.
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AnitaLG
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« Responder #2 em: Abril 16, 2009, 12:01:37 » |
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Oh, Anita... Esta é mesmo a puxar por mim... E Muito Bom em classe de campeões? Não é chamar incompetentes aos outros senhores juízes que lhes atribuiram os pontos para o campeonato?
Pois! Ninguém é perfeito  Curiosamente ontem ao almoço falava-se precisamente sobre "Muito Bom" a Campeões... situação com a qual eu não concordo. Mas, é tudo muito subjectivo Elisabete, pois como disse acima ...há CH que nem sabem o motivo de o serem  ...há CH em dia não  ...há erros de avaliação 
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Fernandopera-Isabel Oliveira
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« Responder #3 em: Abril 16, 2009, 12:45:52 » |
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eu nem vou comentar isto porque ainda me vão cair em cima
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leoguima
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« Responder #4 em: Abril 16, 2009, 12:47:11 » |
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Concordo com a Anita, acho que o Excelente é tão banalizado que as pessoas habituam-se a que só recebendo o excelente é que ficam satisfeitas. Sendo que a FCI prevê estas 4 classificações de carácter positivo na prática cá só temos ou sim ou sopas! Ou excelente ou muito bom! Também já ouvi juízes dizerem... "Se fosse lá fora não tinha dado "Excelente"" Eu já ouvi esta afirmação de um juíz e percebo porque a nossa escala só vai de muito bom a excelente mas se fosse lá fora ele teria de alargar a escala e ser mais rigido no seu julgamento. Depois perguntei-lhe se o excelente que deu ao meu cão seria mesmo um excelente aos olhos da sua vasta e reconhecida experiência e ele disse que não podia responder o que respeitei óbvio mas desejei que para a próxima se pagamos a um juiz numa especializada seja para ter um juiz preciso e rigido se fôr preciso, fiel e coerente à sua experiência em vez de dizer uma coisa e fazer outra! Acho que a escala serve também para se poder ter um termo de comparação entre os vários exemplares em ringue. Porque se todos são excelentes qual o grau de seleção que define o lugar? Mesmo a nível dos campeões isto poderá acontecer e não acho isso mal daí não concordar com a Elisabete. O facto de um cão aos olhos de alguns juizes que deram os pontos suficientes para ser campeão não quer dizer que todos os juizes que avaliem um campeao tenham os mesmos critérios de avaliação ou tenham simplesmente que imitar os outros colegas. E também o ir ao pódio semanas antes não quer dizer nada a não ser que seja o mesmo juiz aí sim é de estranhar mas mesmo assim como diz a Anita, há dias melhores ou piores para o mesmo cão. Em 26 exposições que já fui com o Leopoldo ele só teve Muito bom na monográfica ainda por cima. Óbvio que não fiquei contente por ser logo o único excelente obrigatório, óbvio que não gostei mas o Juiz tinha o argumento de não dar excelentes a juniores e que por serem novos ainda não estão formados o suficiente para serem considerados excelentes exemplares. Disse-me que já tinha um excelente exemplar mas não dava ainda excelente por ter dentes pequeninos à frente. Já vários juízes notaram nesse pequeno defeito que não é defeito no escalão mas aos olhos deles A superioridade das qualidades dentro da Raça fará esquecer pequenas imperfeições, . Ainda bem que não sou só eu que o acho excelente mas se alguém não concordar vou sempre respeitar e aprender com o seu ponto de vista e argumentos. 
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leoguima
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« Responder #5 em: Abril 16, 2009, 12:51:17 » |
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Blessing
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« Responder #6 em: Abril 16, 2009, 14:17:26 » |
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Eu não disse que todos deviam ter excelente. Cada cão deve ter a classificação que merece.
Só acho que citar os julgamentos do senhor Harry Tast como exemplo não será a opção mais feliz. Seja como fôr, e tal como já várias vezes manifestei aqui, goste-se ou não, eles são soberanos dentro de ringue e o seu julgamento tem que ser acatado.
Da próxima, decidimos se lhe apresentamos ou não o cão. Escusado será dizer o que é que eu farei numa próxima...
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AnitaLG
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« Responder #7 em: Abril 16, 2009, 14:27:26 » |
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Elisabete, Não falei só no Sr. Harry Tast, falei também na juiza Gabriela Wodak, porque foram situações que acompanhei de perto. Sei que existem mais juízes com este tipo de critério, mas nunca tive a oportunidade de os acompanhar de tão perto quanto estes dois. Em relação a juízes portugueses, do que já me foi dado a perceber, só um se assemelha um pouco... o juiz Fernando Madeira Rodrigues. Pode haver outros, mas com toda a sinceridade desconheço. 
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Blessing
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« Responder #8 em: Abril 16, 2009, 16:04:52 » |
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A juíza dos Rotts, até consigo compreender um bocadinho melhor, apesar de não ter presenciado os julgamentos. Se julgou uma Monográfica, teoricamente, pelo menos, será profunda conhecedora da raça (vamos evitar o termo "especialista") e estará em condições para distinguir melhor onde é que estão pequenas falhas e onde é que estão defeitos susceptíveis de impedir o Excelente. No caso do juiz allround, que não sei se é o caso do Sr. Tast, o caso é diferente. São eles próprios que nos confessam, quando temos oportunidade de privar com algum, que são bons conhecedores de algumas raças, e depois, em relação às outras, é mais, ou menos... Não é humanamente possível a um juiz conhecer profundamente n raças de cães, o que não lhes dá, ainda assim , o direito de se guiarem só por andamentos e dentes, que é o que normalmente fazem os juízes allround que não têm familiaridade com as raças que estão a julgar (o que até nem foi o caso). Depois, em relação à minha raça em particular - o são bernardo - os juízes do Norte da Europa são "complicados" porque estão habituados a julgar os são bernardos dos seus países de origem, com estrutura semelhante à do cão da terra nova, mas em castanho e branco, o que não corresponde, de todo, ao standard actual. Mas mais uma vez não foi nada disso que se passou no caso, com o senhor Tast. O cão em causa, em muitas dezenas de exposições que fez, em Portugal e no estrangeiro, nunca levou, antes ou depois do senhor Tast, outra classificação de Muito Bom. Tem um BIS da Monográfica e 2 de Especializadas. Mais palavras, para quê? Respeito, mas não concordo. E basta! Em relação a juízes Portugueses, sempre direi que daqueles com que me cruzei, no que concerne à atribuição de classificações de Excelente ou Muito Bom, não tenho críticas a fazer, incluindo o senhor Madeira Rodrigues, que já julgou cães meus mais que uma vez.
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TâniaFouto
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« Responder #9 em: Abril 16, 2009, 16:24:42 » |
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Respondendo à questão da Anita, talvez até esteja banalizado. Eu fui uma das contempladas com um muito bom pelo Sr. Harry Tast. Mas eu qd saí de casa disse logo que me estava a arriscar a levar um muito bom pq tinha feito uma verdadeira porcaria com o stripping, tirei-o demasiado em cima da expo! E o q é certo é q ele só me disse coisas boas da cadela, mas q tinha de melhorar o pêlo. Eu disse-lhe q estava contente pelos comentários dele, pq "o pêlo cresce" respondi-lhe eu! Ele sorriu e disse "é esse o espírito, neste momento ela não merece excelente pq não está com o pêlo em condições, em tudo o resto sim." A minha cadela nunca levou um muito bom antes, no entanto, não fiquei triste nem chateada com a avaliação, pq achei q, no meu caso foi justa. Tb tenho de dizer q eu vi-o a errar, deixou passar um erro crasso numa raça do grupo 2, mas só não erra quem não faz! mas o Juiz tinha o argumento de não dar excelentes a juniores e que por serem novos ainda não estão formados o suficiente para serem considerados excelentes exemplares. Já ouvi muitas vezes este argumento, mas acho q, se não fosse para dar excelente, o máximo dessa classe seria muito bom! Pessoalmente acho que uma grande parte dos juízes não sabe julgar cães juniores, por isso dizem muitas vezes q o cão “ainda está imaturo”. Mas talvez o cão esteja perfeitamente dentro dos parâmetros para um cão júnior. Simplesmente não pode ser julgado dentro de todos os parâmetros de um cão adulto. É a minha opinião. 
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aradik
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« Responder #10 em: Abril 16, 2009, 16:55:31 » |
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Oh, Anita... Esta é mesmo a puxar por mim... E Muito Bom em classe de campeões? Não é chamar incompetentes aos outros senhores juízes que lhes atribuiram os pontos para o campeonato?
Curiosamente ontem ao almoço falava-se precisamente sobre "Muito Bom" a Campeões... situação com a qual eu não concordo. Sinceramente, não consigo perceber qual o problema de um Muito Bom, ou outra classificação, a um campeão. O cão, em si, muda por ser campeão? Ou é o simples facto de ter um título que modifica um cão? Um cão de uma raça popular poderá fazer 30 exposições e nunca ser campeão... Um cão de uma raça rara faz 4 exposições e, a menos que tenha 3 patas e seja zarolho, dificilmente conseguirá não ser campeão... Será que o merecia? Será que é melhor que o que, por ser de uma raça popular, terá de fazer n exposições até conseguir o título, se o conseguir? Em alguns casos, se calhar até não, mas como era o único... Será que um juiz dar um muito bom a um campeão é dizer que os outros são incompetentes? Não acho... acho que é assumir as suas opiniões, em vez de ir a encarneirar atrás da opinião dos outros (que é sempre muito mais fácil quando se está inseguro) Tomemos o exemplo da raça rara - o cão é feito campeão por 3/4 alrounders que se calhar nem nunca viram ou julgaram um cão desses na vida, o excelente é uma classificação "segura" que ninguém irá contestar... Depois vem um juíz especialista na raça e dá ao cão, entretanto já campeão, um muito bom... Que opinião valorizar? Eu não tenho qualquer dúvida! Aliás, já passei pela situação. Fui com a minha Drever (raça sueca) à Mundial de Estocolmo, no ano passado, pois seria uma oportunidade única de ter a apresentar contra vários outros exemplares da sua raça, em vez de andar sempre sozinha. A cadela era já campeã, sempre com excelentes, e depois de ter terminado o campeonato, teve, em Portugal, um Muito Bom em classe de campeões - e eu só pude concordar com a juíza (sueca); mesmo um comentário que ela vez que me pareceu algo estranho na altura, sobre o movimento, pude comprovar umas horas mais tarde que efectivamente a cadela nesse dia não se estava bem! Na Suécia, em cerca de 36 cães presentes (é uma das raças nacionais mais acarinhadas deles, mas raramente presente em exposições, foi uma óptima entrada), houve 11 excelentes, 3 muito bons, 3 suficientes e o resto teve tudo bom. Houve bons em classe de campeões! O julgamento terá sido duro? é irrelevante. O juiz assumiu as suas opiniões e julgou de acordo com as suas ideias. E eu saí de lá felicíssima com o meu (salvo seja, da cadela) Muito Bom, que confesso que até foi bem melhor que o que esperava, principalmente depois de ver os julgamentos dele na raça anterior e no Drever! Há que não esquecer que qualquer julgamento é uma opinião subjectiva de um juíz, baseada na sua interpretação de um estalão subjectivo infelizmente, não conheço nenhum estalão objectivo, em que uma pessoa consiga ler o estalão e, não conhecendo previamente a raça, a consiga visualizar), e nos 2/3 minutos que tem para observar um cão (vs. todo o tempo que nós passamos com os nossos animais). E que existem regras (infelizmente pouco cumpridas, especialmente por estas bandas) sobre em que situações atribuir cada uma das classificações... Ninguém nos obriga a ir uma epxosição. À partida, quando o fazemos, é porque estamos interessados em obter a opinião do juiz sobre o nosso cão. E, pelo menos eu, se vou a uma exposição, quero que o juíz emita a sua opinião, não que se limite a aprovar a opinião de outros (como os famosos relatórios "confirmo a apitdão de campeão"!!). Aliás, foi por isso que, feita tontinha, andei 3 meses com uma outra Drever em exposições, emprestada; a minha cadela perder sistematicamente contra a mãe deu-me muito mais gozo, porque efectivamente os juízes tiveram que "pensar" e comparar as duas para atribuir o 1ª e 2ª lugares!
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leoguima
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« Responder #11 em: Abril 16, 2009, 17:17:43 » |
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Aqui está tudo o que eu queria dizer mas com termos mais técnicos e credíveis e pela voz de alguém com mais experiência que eu!! Sinceramente, não consigo perceber qual o problema de um Muito Bom, ou outra classificação, a um campeão. O cão, em si, muda por ser campeão? Ou é o simples facto de ter um título que modifica um cão? Um cão de uma raça popular poderá fazer 30 exposições e nunca ser campeão... Um cão de uma raça rara faz 4 exposições e, a menos que tenha 3 patas e seja zarolho, dificilmente conseguirá não ser campeão... Será que o merecia? Será que é melhor que o que, por ser de uma raça popular, terá de fazer n exposições até conseguir o título, se o conseguir? Em alguns casos, se calhar até não, mas como era o único... Será que um juiz dar um muito bom a um campeão é dizer que os outros são incompetentes? Não acho... acho que é assumir as suas opiniões, em vez de ir a encarneirar atrás da opinião dos outros (que é sempre muito mais fácil quando se está inseguro)
Tomemos o exemplo da raça rara - o cão é feito campeão por 3/4 alrounders que se calhar nem nunca viram ou julgaram um cão desses na vida, o excelente é uma classificação "segura" que ninguém irá contestar... Depois vem um juíz especialista na raça e dá ao cão, entretanto já campeão, um muito bom... Que opinião valorizar? Eu não tenho qualquer dúvida! Aliás, já passei pela situação. Fui com a minha Drever (raça sueca) à Mundial de Estocolmo, no ano passado, pois seria uma oportunidade única de ter a apresentar contra vários outros exemplares da sua raça, em vez de andar sempre sozinha. A cadela era já campeã, sempre com excelentes, e depois de ter terminado o campeonato, teve, em Portugal, um Muito Bom em classe de campeões - e eu só pude concordar com a juíza (sueca); mesmo um comentário que ela vez que me pareceu algo estranho na altura, sobre o movimento, pude comprovar umas horas mais tarde que efectivamente a cadela nesse dia não se estava bem! Na Suécia, em cerca de 36 cães presentes (é uma das raças nacionais mais acarinhadas deles, mas raramente presente em exposições, foi uma óptima entrada), houve 11 excelentes, 3 muito bons, 3 suficientes e o resto teve tudo bom. Houve bons em classe de campeões! O julgamento terá sido duro? é irrelevante. O juiz assumiu as suas opiniões e julgou de acordo com as suas ideias. E eu saí de lá felicíssima com o meu (salvo seja, da cadela) Muito Bom, que confesso que até foi bem melhor que o que esperava, principalmente depois de ver os julgamentos dele na raça anterior e no Drever!
Há que não esquecer que qualquer julgamento é uma opinião subjectiva de um juíz, baseada na sua interpretação de um estalão subjectivo infelizmente, não conheço nenhum estalão objectivo, em que uma pessoa consiga ler o estalão e, não conhecendo previamente a raça, a consiga visualizar), e nos 2/3 minutos que tem para observar um cão (vs. todo o tempo que nós passamos com os nossos animais). E que existem regras (infelizmente pouco cumpridas, especialmente por estas bandas) sobre em que situações atribuir cada uma das classificações... Ninguém nos obriga a ir uma epxosição. À partida, quando o fazemos, é porque estamos interessados em obter a opinião do juiz sobre o nosso cão. E, pelo menos eu, se vou a uma exposição, quero que o juíz emita a sua opinião, não que se limite a aprovar a opinião de outros (como os famosos relatórios "confirmo a apitdão de campeão"!!). Aliás, foi por isso que, feita tontinha, andei 3 meses com uma outra Drever em exposições, emprestada; a minha cadela perder sistematicamente contra a mãe deu-me muito mais gozo, porque efectivamente os juízes tiveram que "pensar" e comparar as duas para atribuir o 1ª e 2ª lugares!
Sei que se um dia fizer, (salvo seja), o meu cão campeão isso não vai fazer com que os seus defeitos (coisas menos boas), que sei que tem, desapareçam por isso se um juiz all rounder ou não seguir o seu critério e rigidez de julgamento em vez de ir atrás dos outros e achar que merece um MB por não estar nos melhores dias ou notar em alguma coisinha, não me vou esconder atrás do título. E no nosso caso, mesmo se tratando de uma raça com vários exemplares, ao contrário do drever, também acontece o meu ganhar várias vezes por ser o único. Se tem mérito? sim não deixa de ter mas um dia se tiver a oportunidade de ir a uma exposição com mais exemplares na mesma classe vou ficar mto contente com um MBom desde que não fique em último lugar. 
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TâniaFouto
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« Responder #12 em: Abril 16, 2009, 17:21:49 » |
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Eu tb fico toda feliz qd tenho companhia na minha raça e ainda melhor na classe.  É mau andar sozinha, se não tivermos olhos na cara poderemos andar muito tempo enganadas!
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aradik
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« Responder #13 em: Abril 16, 2009, 17:24:16 » |
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TâniaFouto
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« Responder #14 em: Abril 16, 2009, 17:24:48 » |
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também acontece o meu ganhar várias vezes por ser o único. Se tem mérito? sim não deixa de ter Claro q tem mérito! Já tantas vezes vi handlers, q só tinham um exemplar na raça, a sair de mãos vazias. 
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Chappaquiddick
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« Responder #15 em: Abril 16, 2009, 23:28:06 » |
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Durante muitos anos participei em exposições principalmente no centro e norte da Europa, e essa experiencia talvez me levasse a reformular a questão nos seguintes termos:
“Existe uma generalização do excelente nos países do sul da Europa e do muito bom nos do norte?”
A maioria das exposições no centro e norte tem um total de participantes incomparavelmente superior ás do sul. Na minha raça, por exemplo, é frequente deparar-me com 100 ou mais exemplares na Alemanha, Holanda, Suécia e Noruega, e nas monográficas desses países chegam a estar mais de 300.
Essa quantidade corresponde invariavelmente a uma grande heterogeneidade na qualidade e tipicidade, e aí provavelmente se justifique uma classificação tão estratificada como a que temos presentemente, com excelente, muito bom e bom. Nesses países há por vezes uma excessiva parcimoniosidade na atribuição de excelente.
Em Portugal, Espanha e sul de França a realidade é completamente diferente, com números de participação reduzidíssimos, e em certas raças, como a minha, confrangedoramente baixos. Este ano na Exponor, a maior exposição portuguesa, apenas 2 raças registaram mais do que 50 inscrições.
O numero limitado de participantes contribui para que haja uma maior harmonização nos exemplares expostos (independentemente da sua qualidade) o que facilita a atribuição de uma classificação equiparável por parte dos juízes a todos cães, e que na maioria dos casos é de excelente. É o oposto do que se verifica nos países do norte e centro.
Existem factores culturais que fazem com que um muito bom seja aceite e até apreciado em certas latitudes e desdenhado noutras. Num país como Portugal, onde a nota média de acesso a muitos cursos universitários é de 10 (o que corresponde a suficiente menos) a esmagadora maioria dos alunos (e por arrasto os seus pais e encarregados de educação) não valoriza minimamente um aproveitamento de “muito bom”, equivalente a uma nota de 16 ou 17, que está apenas acessível a alunos de eleição.
Acho que nesta matéria não há “certo” ou “errado” por parte dos juízes na atribuição de excelente ou muito bom, apenas diferentes interpretações dos regulamentos que estão pessimamente redigidos. No entanto, na óptica dos expositores habituados a receber a classificação máxima, quando é atribuído muito bom aos seus cães, há compreensivelmente uma reacção negativa. Na ausência de uma harmonização da interpretação dos regulamentos, o bom senso aconselharia seguir a máxima – em Roma faz como os Romanos fazem- o que no caso português significa a generalização do excelente.
Uma segunda questão igualmente relevante suscitada por este tópico, é se existe uma divergência substantiva entre o articulado do “muito bom” e do “excelente” (no texto em português que abre este tema, falta um parágrafo importante da definição de muito bom da FCI – “this award can only be granted to a dog that shows class” )
Não consigo encontrar em termos semânticos ou técnicos qualquer diferença notória que permita a um juiz justificar a sua opção por um muito bom em detrimento de excelente (é entendível a diferença entre as “pequenas imperfeições” que se pede para serem esquecidas no excelente, e os “defeitos ligeiros” que são “tolerados” no muito bom?) Uma redacção mais clara e rigorosa dos regulamentos seria desejável e um bom primeiro passo.
No que toca á subjectividade da atribuição das classificações, varias vezes mencionado por outros intervenientes, é um factor indissociável da tarefa de julgar, que deve ser aceite e respeitado, desde que seja justo, rigoroso e competente, o que infelizmente, nem sempre acontece, aqui ou em qualquer outra parte. Mas isso é tema para dar pano para mangas…..
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« Responder #16 em: Abril 16, 2009, 23:43:45 » |
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Em relação a juízes portugueses, do que já me foi dado a perceber, só um se assemelha um pouco... o juiz Fernando Madeira Rodrigues. Pode haver outros, mas com toda a sinceridade desconheço.  Há outros, e o exemplo mais recente até foi na última expo da Costa Azul em que houve quem levasse menos que excelente, e estou apenas a falar da minha raça, pois dos outros não sei. Sobre o juiz Madeira Rodrigues, é engraçado, mas depois de fazer um relatório a um cão que, na minha opinião (e da maioria das pessoas que o leram) deveria era ser desqualificado,(ou para ser simpático, atribuir no máximo um suf.) e no fim dá um 1º Excelente... LOL deve ser para rir, não?
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Rafael de Zafra
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« Responder #17 em: Abril 17, 2009, 17:28:51 » |
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Ni calvos ni con tres pelucas: considero que se debe ser "generoso" con la puntuación en ciertas razas y en ciertos países a fin de fomentar la raza o la afición a la cinofilia y duro con otras y en otros países.
No podemos esperar ciertos niveles en países en que las personas se sacrifican para tener un perro en muchas cosas y les dan brillo con limpiamuebles: ESO LO HE VISTO YO Y NO ME LO HAN CONTADO..........
Por ello creo que la grandeza del Juez es el saber modular según en el lugar donde se esté, la participación de perros etc...etc....
Pero no quiere decir que a un buitre se le de un premio.
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« Responder #18 em: Abril 17, 2009, 17:42:33 » |
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Quanto a mim quando um juiz julga BEM, seja com M.B. ou Excelente sai-se do ringue sabendo e aprendendo mais. Infelizmente é raro
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Isabel Taborda Oliveira Afixo da Horta Primeira
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AnitaLG
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« Responder #19 em: Abril 17, 2009, 17:49:14 » |
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Ando a pensar nisto há algum tempo... entretanto deixo-vos este link para se irem entretendo, vou ver como adaptá-lo a nós  (desculpem ser em inglês) http://www.judgingthejudges.com/default.aspx
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