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Autor Tópico: Cães... vc sabia que ..?  (Lida 6098 vezes)
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Ari Paim
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« Responder #160 em: Novembro 12, 2009, 22:04:32 »


Primeiros socorros para cães e gatos !!!!



Não importa se for o gato, que por curiosidade resolveu escalar as cortinas da sala e despencou, ou o cão, que, sem resistir a um portão aberto, se aventurou pela rua e acabou atropelado.

O certo é que a bicharada também sofre acidentes, que podem resultar em simples machucados ou numa pata quebrada. E o pobre do dono muitas vezes não tem a mínima ideia de como proceder, sob o risco de, na melhor das intenções, ganhar belos arranhões e mordidas. “Nessas horas, o animal deve ser encaminhado imediatamente para um especialista”.

Mas, antes de chegar à emergência, alguns passos devem ser seguidos:

Alerta
Logo após o acidente, é necessário que o animal seja encaminhado a um hospital veterinário e seja submetido a exames como ultrassom, raios X e tomografia. Só eles podem apontar se, além da fractura, houve alguma lesão mais grave que requeira cirurgia.

Limpeza
Não deixe o animal lamber o machucado. Ao imobilizá-lo, pegue um tubo de soro fisiológico, faça um furo na tampa e espirre alguns jatos sobre o local ferido para retirar resíduos de asfalto, grama ou terra que possam causar infecções. Após a higienização, utilize gaze ou tecido bem limpo para cobrir o ferimento.

Medicamentos
Não ofereça medicação humana aos animais. Só depois da avaliação de um profissional e de exames específicos é possível saber a gravidade do acidente e que tipo de tratamento será indicado — as opções vão de antibióticos e anti-inflamatórios a fisioterapia. De qualquer forma, siga sempre as orientações do veterinário.

Fractura exposta
O animal costuma suportar a dor mais até do que os seres humanos, mas não tente ajeitar um osso fora de lugar nem fazer movimentos bruscos. Tudo isso pode agravar a situação. Acalmá-lo nesses momentos é fundamental para que ele não avance. “Em casos de hemorragia, use um pano limpo para conter o sangramento e faça compressas com as mãos sobre a fractura”.

Cuidados imediatos
Fracturas mal tratadas podem causar deformidade de angulação que deixam os membros tortos, provocam difilculdade de locomoção e infecções, principalmente em caso de feridas abertas, que se complicam e podem comprometer para sempre a pata.
Ou seja, não protele os cuidados com o animal.

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Ari Paim
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« Responder #161 em: Novembro 14, 2009, 13:18:41 »


Entenda o significado do "au, au, auuuuuu!"


Seu cão passa a noite uivando? É só você sair que o danado começa a latir?
Entenda o que ele quer dizer e evite que a vizinhança reclame do seu amigão!

Late de madrugada

Por que ele faz isso: Na calma da noite, o cão fica mais atento a pequenos barulhos. Ele sabe que estamos dormindo e se sente responsável pela segurança.
Como agir: Por mais que custe acordar no meio da noite, seu cão precisa levar uma bronca, nem que seja pela janela.

O que evitar: Levantar e ir até ele só piora a situação.



Chora se fica sozinho

Por que ele faz isso: Esse choro é um sinal da "ansiedade da separação", que causa muita angústia no cão.

Como agir: Se ele for do tipo "sombra", que segue você pela casa, ensine o comando "fica" (elogiando os acertos com petiscos). Use essa estratégia todos os dias. Quando estiver na sala e for até a cozinha, por exemplo, diga "fica".
O cão dorme no seu quarto? Habitue-o a dormir na sala. Ao sair de casa ou voltar, não pegue o cão no colo. Quando ele ficar sozinho, deixe brinquedos e permita acesso livre aos locais da casa que tenham seu cheiro, como o sofá e a cama. Outra saída é manter a TV ou o rádio ligados.

O que evitar: Diga não às coleiras antilatido. Elas têm um mecanismo automático que dá bronca em forma de vibração, spray ou estímulo elétrico, mas não servem para casos de ansiedade da separação. O animal para de latir, mas passa a se automutilar.

 

Uiva à noite

Por que ele faz isso: Os cães herdaram esse comportamento instintivo dos lobos, que uivam para reunir o grupo. Se o seu cão uiva muito, pode estar sofrendo de tédio ou solidão.
 
Como agir: Proporcione mais atividades e faça-o se sentir mais "em casa" e próximo das pessoas. Isso costuma resolver o problema.

O que evitar: Não o deixe preso (no canil, no terraço ou na área de serviço) por muito tempo

 
Rosna para a campainha

Por que ele faz isso: É um comportamento típico de raças de alerta.
 
Como agir: É preciso treiná-lo. Peça a alguém que toque a campainha. Fique preparada, ao lado do cão. Se ele não latir, dê um petisco; se latir, diga "não" em tom de bronca.

O que evitar: Treiná-lo apenas às vezes ou só quando vierem visitas. Não vai funcionar...


 
Late para chamar atenção

Por que ele faz isso: Ele aprendeu que, quando late, ganha colo, carinho, atenção ou petiscos.

Como agir: Jamais satisfaça a vontade do cão durante os latidos. Espere que ele fique quieto e só então o atenda. Ele está se esgoelando para ganhar petisco? Diga "senta" e só dê o prêmio quando ele parar de latir e sentar.
A bolinha dele rolou para debaixo do sofá? Deixe-a lá até ele parar de latir.
O que evitar: Ceder é reforçar o comportamento. Logo o Totó aprende que, latindo, consegue tudo! Tenha paciência e aguente firme


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Ari Paim
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« Responder #162 em: Novembro 20, 2009, 16:17:36 »




Não há parceria como a do homem com o cão.

Ainda assim, em termos de estudos científicos, os ratos recebem maior atenção que o cão.
Devido a seu uso como cobaia, sabe-se quase tudo sobre o comportamento dos roedores e até já se descobriu como tornar sua existência mais longeva.

Por outro lado, o convívio por mais de 14 000 anos permitiu ao homem entender, na prática, bastante bem o comportamento canino. Mas também levou à concepção emotiva de que, de certa forma, o cão tem um lado humano, ainda que insista em fazer xixi no poste.
Sobre esse assunto já não se está completamente no escuro.
Uma série de estudos recentes lançou luzes sobre, digamos, a vida interior dos cães. Obviamente, o que se está descobrindo nada tem de humano.

A apreciação científica mais completa sobre a mente canina está no livro Inside of a Dog: What Dogs See, Smell and Know ("Dentro de um cão: o que os cães veem, cheiram e sabem", em inglês), da americana Alexandra Horowitz.
Desde o lançamento, no início de setembro, a obra está na lista das mais vendidas. Psicóloga da Universidade Colúmbia, com especialização em ciência da cognição, Alexandra se propõe a explicar o que significa ser um cão.

Em outras palavras, como é o mundo do ponto de vista canino. Cinco meses atrás, a Universidade Harvard abriu um laboratório de pesquisas com 1 000 cães, e a Universidade Duke, na Carolina do Norte, vai abrir o seu neste mês.
 "O número de estudos sobre cães aumenta porque esses animais, antes estigmatizados pela ciência, são tão interessantes para as pesquisas de convívio social quanto os chimpanzés", diz o biólogo Marc Hauser, chefe do Laboratório de Evolução Cognitiva de Harvard.
No início deste ano, ele deixou a pesquisa de primatas para se dedicar aos cães.
Apesar de toda nossa convivência com os cães, talvez seja mais simples entender os chimpanzés, primos na árvore da evolução.
Os cães percebem o mundo de um modo tão próprio que só pode ser descrito por analogias.

Para poder explicar, a psicóloga Alexandra Horowitz tentou imaginar a vida do ponto de vista de um animal cujo sentido principal é o olfato.
Para os cães, o cheiro equivale à visão humana. É o primeiro recurso usado para reconhecer o ambiente ao redor.
Quando acordam, esses animais farejam a casa para saber se algo aconteceu enquanto dormiam.

Dependendo da raça, um cão pode ter entre 200 milhões e 300 milhões de receptores de olfato nas narinas.
O nariz humano só tem 5 milhões.
Odores imperceptíveis para nós, como os das moléculas de ácido butírico provenientes das células da epiderme, deixadas
por uma presa, compõem para os cães um rastro que pode ser seguido com segurança.
O cão tem maior interesse pelo que é cheirado do que por aquilo que é visto.

Paisagens que deixam as pessoas boquiabertas só se tornam interessantes para um canino se o vento trouxer algum cheiro significativo.
Cheirar o sapato de um recém-chegado, para um cão, é uma experiência que rende informações que o homem não tem como obter sozinho.
O animal consegue saber por onde a pessoa andou e com que frequência esteve naquele lugar, se teve contato com outros animais, se fez sexo recentemente, se está tomada pelo medo ou pela ansiedade.

O tempo como uma cadeia contínua de eventos nada significa para o cão. Tempo também é cheiro. Essa capacidade funciona como um relógio sem ponteiro: o passado, para um cão, significa odor enfraquecido; um facto novo tem fragrância forte.

Ele realmente é capaz de prever chuva, como se acredita tradicionalmente. Não se trata de clarividência, e sim da transmissão pelo vento do cheiro da tormenta que se aproxima. "Imagine se cada detalhe de nosso mundo visual tivesse um odor correspondente",
escreveu Alexandra Horowitz.

"Para um cão, cada pétala de rosa pode ser diferente, pois foi visitada por insetos que deixaram indícios olfativos de sua presença." O olfato age até mesmo enquanto os cães dormem. O homem, que tem a visão como sentido primordial, sonha com imagens. Provavelmente, o sonho dos cães é repleto de odores. O costume dos donos e veterinários de lavar os cães com xampus cheirosos é terrível para eles. Funciona como se fosse apagada a memória dos episódios das últimas semanas.
"A menor fragrância dos produtos de limpeza é quase um insulto olfativo para o cão", escreve Horowitz.

Com um nariz tão desenvolvido, os cães se valem de olhos e ouvidos como sentidos complementares. A gama de cores que os cães percebem varia entre o azul, o verde e o amarelo, com menos nuances de tons que as captadas pelo olho humano. Com um número menor de fotoreceptores que o olho humano, eles têm dificuldade em ver objetos próximos.
Em compensação, a visão periférica pode ser sensacional em certas raças, chegando a 270 graus (a do homem é de apenas 180 graus).

A audição canina é mais sensível e tem um espectro muito maior que a humana. Um ambiente silencioso, como um quarto escuro
durante a madrugada, é cheio de ruídos para os cães. Eles percebem sons muito baixos, como passos do outro lado da rua ou o movimento dos ratos entre as paredes, e também sons inaudíveis para o homem, como as ondas de alta frequência emitidas por relógios digitais.

Da mesma forma, um cão pode localizar a origem de um som mais rápido que um ser humano. Os dezoito ou mais músculos especializados permitem ao cão dobrar, girar, levantar e baixar as orelhas.
No homem, apenas seis músculos sustentam as orelhas.

Os cães descendem dos lobos, e a separação se deu há tão pouco tempo que as duas espécies ainda podem cruzar e gerar descendentes.
Mas as diferenças já são enormes. O cérebro do animal doméstico é, em média, 20% menor que o de seu ancestral. Talvez para sobreviver entre os homens eles não necessitem da astúcia de um lobo silvestre. De acordo com Alexandra Horowitz, a ideia
de que o dono precisa mostrar que é uma espécie de macho alfa não faz sentido.

Os cães também não formam matilhas. Não existe entre eles um macho dominante como há entre os lobos. Talvez o cão veja no homem um companheiro, e não necessariamente um chefe. O animal domesticado se tornou especialista nas reações humanas. Ele percebe o sentido pela entonação da voz e é capaz de diferenciar o elogio da reprimenda. Da mesma forma, ele olha para o
rosto humano em busca de informações, orientações e segurança.

No final, é mesmo o melhor amigo do homem.


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Ari Paim
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« Responder #163 em: Fevereiro 28, 2010, 12:18:53 »

Segure o seu “amigo” doméstico a partir de 60 euros por ano

                

As soluções para os imprevistos caninos e felinos podem custar entre 60 e 65 euros no primeiro ano. Os custos sobem para as apólices sobre animais perigosos.

Há quem os considere e trate como filhos e há ainda quem os veja como uma peça estratégica nos contactos iniciais para um novo romance. Certo é que, quer tenha um cão ou um gato, qualquer dono já teve de enfrentar inúmeros imprevistos causados pelos seus animais de estimação e que resultaram numa factura bastante elevada. Móveis roídos, sofás e almofadas desfeitas, duelos entre animais e até mordidelas e arranhadelas são alguns dos momentos em que cães e gatos surpreendem os seus donos pelas piores razões. Além das escolas de treino, a melhor solução para impedir estes acidentes está na subscrição de um seguro que proteja tanto os donos como os próprios animais dos danos causados a terceiros. São já várias as seguradoras que dispõem de um produto destinado a cães que não têm sete vidas e a gatos que não querem ter uma vida de cão.

O seguro Protecção Animais Domésticos, disponibilizado pela Fidelidade Mundial, apresenta um custo de apólice no valor de 5,45 euros pago apenas na primeira anuidade e apresenta várias coberturas. Desde a liberdade de escolha do veterinário ao reembolso de despesas médicas e com a publicação de anúncios em caso de desaparecimento, o produto apresenta duas opções cuja diferença está no montante de garantia. No caso de escolher a solução mais económica, o prémio total anual ascende a 54,5 euros o que significa que, tendo em conta o custo da apólice, o dono terá de desembolsar 59,95 euros no primeiro ano. No entanto, para a subscrição do produto da Fidelidade Mundial será necessário que o cão ou gato tenha no mínimo três meses e no máximo seis anos de idade.

Já o seguro Pétis, do Millennium BCP, conta com um custo de apólice no valor de 5 euros. Além da defesa jurídica, em processos judiciais por danos causados pelo animal de estimação, o produto tem ainda como coberturas a guarda do amigo de quatro patas em caso de hospitalização do dono e até informação sobre clínicas, criadores ou transporte.

Com três pacotes disponíveis, a versão mais barata do Pétis (Classic) representa um prémio total anual de 60,48 euros que, tendo em conta o custo da apólice, equivale a uma primeira anuidade de 65,48 euros. O seguro do BCP tem ainda a possibilidade de ser subscrito por donos de cães de raças perigosas. Neste caso, o pacote mais económico, incluindo já o custo da apólice, ascende a 98,48 euros. Contudo, para estes casos a oferta do mercado não fica por aqui.


As soluções para os cães da "lista negra"

Face aos inúmeros casos de pessoas mordidas por cães é actualmente obrigatório, através do decreto-lei 312/2003, ter um seguro de responsabilidade civil para os donos das sete raças consideradas pelo Governo como potencialmente perigosas. Os donos das verdadeiras feras que nem sempre obedecem dispõem de várias opções.

O seguro 4patas, da Axa Seguros, inclui um serviço de assistência que disponibiliza, entre outros, hotéis para cães ou empresas que façam tosquias e banhos. No caso de escolher o montante de garantia mínimo e com um custo de apólice de 1,36 euros, o dono de um cão que conste da "lista negra" terá de desembolsar 44,96 euros no primeiro ano.

Já o produto da Liberty apresenta um custo de apólice de 7,57 euros a ser pago, igualmente, na primeira anuidade. Seguindo o exemplo anterior, o Liberty Pet apresenta na sua versão mais económica um prémio anual de 39,24 euros que, acrescido do custo da apólice, equivale a um montante final de 46,81 euros.

Independentemente do produto escolhido e quer tenha um cão ou um gato, os donos de animais domésticos já não têm desculpa para não estarem prevenidos contra os imprevistos.

in economico.sapo.pt
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Ari Paim
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