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Pergunta: Relatórios das Exposições Caninas
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Autor Tópico: Votação Novos Relatórios  (Lida 2560 vezes)
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Alp
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Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


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« Responder #60 em: Agosto 29, 2008, 13:44:42 »

Das duas vezes que lá fui expôr, o relatório foi feito em Finlandês, e na secretaria foi traduzido para inglês, e dactilografado numa folha de relatório semelhante, que fica agrafada à original.

Mais correcto, em minha opinião, do que o que foi feito este ano na WDS 2008.

O relatório da Drever que a Carla apresentou foi feito em sueco. Fui à secretaria na expectativa que a tradução fosse nos moldes em que o Luís a descreve e tive que me contentar com um "Tome lá um papel, tome lá uma caneta e escreva aí o que eu digo (em inglês, embora em alternativa fosse possível a utilização das outras línguas oficiais FCI) na língua em que quiser.".

Já apresentei anteriormente Serras da Estrela na Suécia. Sinceramente, como amigos suecos, criadores de Serras da Estrela me fizeram de imediato a tradução, não tenho ideia se a secretaria disponibilizava serviço de tradução.

No entanto, uma coisa confirmo, também na Suécia é prática corrente a elaboração de relatórios descritivos.
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Um abraço,
João Silvino

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Bullie
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Emma, 31/05/05 - 10/01/08


« Responder #61 em: Agosto 29, 2008, 14:16:19 »

No entanto, uma coisa confirmo, também na Suécia é prática corrente a elaboração de relatórios descritivos.

Voltando ao Supreme Bull Terrier da África do Sul, tenho um livro em casa, escrito por um criador chamado Collin Bohler, em que tem transcrito, na íntegra, os relatórios das finais (best male, best female e best of breed) dos juízes e do 'referee', desde 1979 até 2002 (creio).

Isto cá (leia-se vários países da europa) é de todo impossível. Contudo julgo ser uma fonte de informação importante, isenta e fidedigna (ainda que sujeita à subjectividade óbvia de um julgamente) sobre cães do passado mais ou menos recente. Daqui a 15 anos, quem se iniciar em Bull Terriers, para além do testemunho e fotos de quem o viu, poderá, por exemplo, obter uma opinião do Harry Jr. de Bellos Ventos?...

São estas coisas que lamento pela escassez de informação dos relatórios...
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Sérgio Tavares
aradik
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« Responder #62 em: Agosto 29, 2008, 14:37:12 »

No entanto, uma coisa confirmo, também na Suécia é prática corrente a elaboração de relatórios descritivos.
Voltando ao Supreme Bull Terrier da África do Sul, tenho um livro em casa, escrito por um criador chamado Collin Bohler, em que tem transcrito, na íntegra, os relatórios das finais (best male, best female e best of breed) dos juízes e do 'referee', desde 1979 até 2002 (creio).

Isto cá (leia-se vários países da europa) é de todo impossível. Contudo julgo ser uma fonte de informação importante, isenta e fidedigna (ainda que sujeita à subjectividade óbvia de um julgamente) sobre cães do passado mais ou menos recente.

Não é de todo impossível... Só é preciso vontade!  Assobio Assobio
Sei que o Clube Sueco do Drever publica todos os anos um yearbook onde constam, entre outros, os relatórios de exposições de beleza e de provas de caça de todos os exemplares que participaram no ano transacto, independentemente do resultado obtido.
O ADRK (CLube Alemão do Rottweiller) também publica este tipo de yearbooks, e provavelmente muitas outras associações de raça.
Sei também que em Inglaterra, apesar de não haver relatórios nas exposições, os juízes têm que fazer relatórios dos exemplares que classificaram nos primeiros lugares, para publicação na "comunicação social cinófila".

Penso que um yearbook é importantíssimo na avaliação e evolução do estado de uma raça, e que os clubes de raça (muito especialmente, mas obviamente não exclusivamente, quando se trata de do país de origem da raça) deveriam apostar a sua implementação, como forma de contribuir para a selecção, divulgação, clarificação e memória futura da raça. Claro que para tal, é preciso que todos os criadores contribuam, e deixem de recear que, expondo ao público um relatório menos favorável, transmitam uma má imagem do canil e que percam clientes à conta disso...
Quando os clubes das minhas raças quiserem implementar um yearbook, estarei na linha da frente para ajudar a fazê-lo e para voluntariar os relatórios dos meus cães...
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Nixa
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Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.


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« Responder #63 em: Agosto 29, 2008, 14:45:06 »

e o relatório é em A4

Uhm... dá-me ideia que tenho para aí uma coisa destas, de uma exposição "normal" da Suécia.
Se encontrar, mando para a Anita colocar online para vcs verem (claro que só tem interesse para quem nunca viu, mas pronto)
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Isabel Vieira Santos
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« Responder #64 em: Outubro 02, 2008, 13:08:53 »





gosto de este impreso

nao sei cual e o problema ate e completo cheekkiss
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aradik
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« Responder #65 em: Outubro 02, 2008, 13:39:39 »

Há 3 dias, vi como são so relatórios de Gibraltar...  Huh? Que saudades dos relatórios protugueses dos quadradinhos!!!!
Os de Gibraltar também são aos quadradinhos, mas dentro dos quadradinhos não há espaços para o juíz escrever o que quer, apenas para assinalar se o cão, em cada ponto (cabeça, tronco, etc.) é excelente, muito bom ou bom. Ou seja, qualquer cão que vá a Gibraltar é necessariamente pelo menos um bom exemplar da raça, uma vez que não dá para pôr algo inferior!!!  Sad
Continuo a preferir os relatórios Suecos e Holandeses - espaço para texto corrido - , mas cada vez acho que os novos Portugueses são menos maus...
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bono
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« Responder #66 em: Dezembro 30, 2008, 18:29:59 »

botado drool
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marcoazevedo
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« Responder #67 em: Janeiro 19, 2009, 23:38:15 »

Boa Noite Exmºs Senhores/as,

Por motivos de segurança no passado dia 13 de Janeiro o Azuljasmim.info foi obrigado a fazer a passagem para um novo servidor.

Foi pedido aos utilizadores que durante o período de passagem não utilizassem o fórum, uma vez que o pedido não foi acatado por todos, houve problemas subsequentes que deram origem a erros em várias bases de dados do fórum.

Tenho verificado que houve problemas nos tópicos das votações e tenho sido alertado pela Administração para tal facto. Durante a semana que decorreu, houve observações aos comportamentos dos utilizadores do fórum nas votações e detectámos que os utilizadores que antes já tinham exercido o seu voto, estavam a conseguir fazê-lo novamente.

Por todos estes motivos foi decidido que o melhor seria repor as votações ao momento da transição de servidor.

Foram feitos testes e neste momento verificámos que as votações estão a ser incrementadas de forma correcta.

Pede-se a todos aqueles que votaram após a passagem de servidor, que o façam novamente.

Lamentamos o sucedido

Atentamente,
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Marco Azevedo
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« Responder #68 em: Agosto 05, 2009, 15:28:33 »

Boa tarde Anita , eu não costumo fazer comentários , mas este tipo de relatório que o CPC quer implementar não é correcto , por isso não me contive :

                1º O expositor paga para saber a opinião do Juíz .
                2º Só em Portugal e em Espanha é que não fazem relatórios , no resto de Europa são obrigatórios os relatórios e nalguns Países bastante completos .
                3º Este tipo de relatório vem a facilitar muito a vida de muito Juízes , principalmente aos sabichões que não se dignam de ler o estalão da raça , premitindo-lhes assim fazer a maiores asneiras , pondo muitas vezes em causa um trabalho de anos de um criador .
                4º É assim que eu vejo com mágua , a evolução da nossa Canicultura .             
                Bem haja
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Fernando Madeira Rodrigues
Nuno Xavier
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« Responder #69 em: Agosto 05, 2009, 17:36:36 »

Boa tarde,
Este é um tema interessante, na minha opinião tem uma leitura imediata e varias inerentes e, que mereceria uma reflexão mais aprofundada. Não sendo esta a maneira mais correcta de o fazer vou ser o mais sintético possível:
Leitura imediata:
1º -  Creio que o CPC ao implementar este tipo de relatório expressa uma directiva clara sobre o que valoriza mais na avaliação dos exemplares em exposição. Neste caso, o segundo quadro, em detrimento do primeiro.
2º - Ao termos um segundo quadro deste tipo, o CPC minimiza a sua dificuldade em traduzir mais tarde ( em secretaria ), do que o Juiz avaliou em exposição.
3º - O CPC ao sintetizar tanto, em minha opinião, a informação desresponsabiliza ao máximo o Juiz, numa eventual reclamação, ou numa comparação de critérios de avaliação entre exemplares morfologicamente muito similares, como são no mínimo os primeiros três.
 4º - Quando um Juiz, seja nacional ou não, especialista ou não, não faz um relatório revela, no mínimo, falta de respeito pelos expositores e pelo seu trabalho, bem como não dá um sinal de claro sobre o seu conhecimento sobre a raça que avaliou, bem como não aponta caminhos sobretudo aos que têm duvidas sobre valor rácico/morfológico do exemplar avaliado. Desta forma coloca aqueles que têm pouca experiencia ou se iniciaram á pouco tempo na canicultura, numa duvida lógica sobre o caminho a seguir.
Leituras inerentes:
1º - Qual o verdadeiro papel do CPC na canicultura, ser apenas promotor de eventos, ou ser o órgão responsável e responsabilizador pela canicultura Nacional. Creio que é e deverá ser o órgão de cúpula, onde as exposições servem para aferir da qualidade dos exemplares apresentados, da qualidade e do sentido da criação, bem como um barómetro da qualidade da mesma.
2º - Desta forma os relatórios de avaliação de exemplares em exposições são uma ferramenta importantíssima para o trabalho de criadores, expositores e em último caso da vitalidade da canicultura nacional. Quando o quadro ( 1º do relatório de avaliação) para relatar o que julga ser o exemplar é ¼ do que é o do segundo, é dado um sinal claro do que o CPC, julga ser mais importante na avaliação, bem como o que mais valoriza.
3º - O CPC ao não fomentar um “livro de boas praticas” na canicultura, onde se enquadra os Juiz e os métodos de avaliação em exposição (no caso o não executar o relatório)fomenta uma desconfiança generalizada, de impunidade, de falta de rigor e critérios nas avaliações, fomenta discórdia entre expositores e criadores levando á falta de espírito desportivo e fair-play, este ultimo tão afastado na nossa  canicultura actual.
Muito mais há para referir, mas por agora fico por aqui!
Cumprimentos a todos, fazendo votos para que estes e outros temas, sejam alvo de um maior numero de reflexões, pois as omissões e falta de opinião, são uma forma do “politicamente correcto”, mas revelador de quem esta na canicultura para dar um contributo valido, ou não. Sou muito critico com aqueles( e são muitos os subscritores deste fórum) que são na surdina fortes opositores a estas e outras praticas da nossa canicultura, mas quando têm instrumentos para mostrarem “ caminhos “ como é este Fórum, não emitem uma única opinião a cerca de nada nem sobre nada. Talvez o ficarem quietos e calados possa nos consecutivos fins de semana de exposições “ levar a agua ao seu moinho”, mas revela no mínimo falta de qualidade moral e intelectual.
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Nuno Xavier
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Cão da Serra da Estrela "d'Alpetratínia"


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« Responder #70 em: Agosto 06, 2009, 03:12:49 »

Boa Noite,

Todas as questões que o Nuno Xavier levanta, imediatas ou inerentes, são no mínimo importantes.

Contudo, parece-me que o Nuno está a invocar uma certa ingenuidade que nem tem, ao considerar que as exposições
Citar
servem para aferir da qualidade dos exemplares apresentados, da qualidade e do sentido da criação, bem como um barómetro da qualidade da mesma.

Efectivamente, é relativamente fácil chegarmos à conclusão que as exposições, exceptuando casos de graves desvios ao estalão, pouco mais são do que espectáculos, onde a morfologia e a forma como essa morfologia é apresentada tem um peso mínimo em decisões que pouco passam, na maior parte das vezes, de avalições subjectivíssimas de carácter estético.

Podemos culpar o CPC por causa dos relatórios; podemos culpar os juízes por escreverem pouco ou nada nos relatórios, podemos culpar os juízes por escreverem umas coisas nos relatórios e depois decidirem com base noutras que não escreveram; podemos culpar as organizações de exposições por convidarem juízes para julgarem mais de 80 cães (nº a partir do qual é recomendado que não sejam feitos relatórios); etc.; etc.; etc...

Agora pergunto: mais do que cada uma destas culpas, ou mesmo mais do que o conjunto das culpas que enunciei e outras que nem me ocorreram, não haverá uma grande responsabilidade de todos os expositores que regularmente (frequentemente ou não) participam nas exposições e quase sempre resumem o positivo ou negativo da exposição em que participaram à classificação do seu exemplar? Não haverá responsabilidade dos expositores que maioritariamente manifestam esse sentimento generalizado que selecção de reprodutores com base em exposições é um mito, mas que quando obtém um título de Campeão (ou outro tipo de classificação) o usam para sublinhar a qualidade do reprodutor que possuem? Não haverá responsabilidade dos expositores que sistematicamente se questionam o que é que andam ali a fazer, mas depois, numa relação de completa adictividade voltam, voltam e voltam outra vez, chegando de novo às mesmas questões apenas com base na classificação do seu exemplar?

Tem havido na evolução dos regulamentos de exposições, e na própria forma de estar dos diversos intervenientes nas mesmas, uma inequívoca evolução no sentido de cada vez mais se valorizar a componente espectáculo e cada vez menos serem esmiuçadas as questões técnicas.

Considero esta opção perfeitamente legítima.

Acho contudo que as entidade promotoras da canicultura (no caso o CPC), deveriam a par desta evolução ter já criado (a soluçao será criar em breve) outros mecanismos que permitissem aferir a qualidade não só de exemplares individualmente mas também de planos de criação. E a par disto, criar formas de valorizar positivamente exemplares de eleição e planos de criação equilibrados e responsáveis. Aliás a avaliação global de um exemplar ou de um plano de criação cada vez menos se poderá cingir à parte morfológica e muito menos quando avaliada sob preconceitos estéticos, tal como ocorre numa exposição canina.
Temos aí, à mão de semear e sempre em evolução, meios técnico-científicos que nos permitem ter informação sobre cada exemplar inavaliável em exposições. A etologia canina, os mais diversos meios de diagnóstico de patologias hereditárias ou com componentes hereditárias, a genética, etc. permitem-nos hoje ponderar muitos mais factores quando decidimos criar do que o simples aspecto ou conformação morfológica do exemplar.

Em minha opinião, é certo que não devemos ficar reféns do que a técnica nos oferece. Será ao conjugar positivamente, o empirismo praticamente intuitivo com que muitos criadores antigamente (e ainda hoje) conseguia(e)m obter excelentes exemplares, com todas as possibilidades de estudo que os meios técnico-científicos hoje nos oferecem, que caminharemos no sentido do objectivo utópico de todos os criadores (seleccionadores) de criar o exemplar ideal.

Uma avaliação morfológica pormenorizada já se revela completamente insuficiente para tomar as mais correctas decisões em termos de criação. E as exposições caninas já nem isso nos oferecem de forma segura (se é que alguma vez o ofereceram). Não me parece de todo incorrecto que se siga o caminho de valorizar as exposições pela sua componente estética e de espectáculo, aproveitando para fazer divulgação junto do público.

Faltará é regular os restantes parâmetros...

Há que evoluir sempre, e cada um de nós pode dar o seu contributo.
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Um abraço,
João Silvino

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« Responder #71 em: Agosto 06, 2009, 11:24:11 »

em muitos dos pontos referidos pelo o João concordo mas eu tornei me criador de sõa bernardo numa linha de cães que gosto e o mais perto possível do estalão actual  as vezes não percebo muito bem as decisões dos juízes mas tenho que aceitar mas custa por vezes perder contra certos cães que ao meu ver não correspondem ao que a F C I pede ao juízes por que sera ?


fernando pera
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Fernando Pêra
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« Responder #72 em: Agosto 06, 2009, 15:08:40 »

Boa Tarde,
Caro João Silvino, não poderia estar mais de acordo contigo no que referes neste artigo que subscreves (e de enorme qualidade), mas não será demais referir que as Exposições caninas, são (ou deverão ser) eventos de morfologia canina. Quando referes que estou a ser ingénuo, na citação,”onde as exposições servem para aferir da qualidade dos exemplares apresentados, da qualidade e do sentido da criação, bem como um barómetro da qualidade da mesma”, talvez o esteja a ser, ou a ser irónico (quem sabe), mas faço esta referencia porque no actual “figurino” é um dos poucos instrumentos que existem para distinguir o “ trigo do joio”, um dos poucos instrumentos para aferir das qualidades raçicas dos exemplares e, uma das poucas oportunidades para ver exemplares e confronta-los com algum tipo de critérios de avaliação.

Permitam-me que lance algumas questões (e porque as conversas são como as cerejas), e embora o tema seja – os relatórios de avaliação - mas “ existe vida para além das exposições”. Será que todos os exemplares caninos em Portugal, passam pelo “ crivo das exposições “, para aferir das suas qualidades morfológicas e temperamentais? Será que todos os exemplares que reproduzem em Portugal estão isentos de patologias? Será que todos os que criam e apresentam cães estão informados, ou lhes é prestada informação sobre métodos de criação? Será que o possuir um L.O.P. é sinónimo de qualidade raçica desse exemplar (esta questão é muito importante e, também muito sensível, pois existem sucessivas gerações de exemplares criados, que nunca foram - e a continuar por este caminho, nunca o serão -“verificados”)?

O que se esta a passar no seio da nossa canicultura, é que é deixado ao livre arbítrio (salvo algumas excepções quer de criadores como de Clubes de raça) dos criadores o auto imporem-se regras (exames radiológicos ás ancas e critérios de cruzamentos entre os exemplares examinados, exames a patologias inerentes a cada raça, certificação de paternidade através de exames de ADN aos progenitores, etc, etc,).

Eu não estou muito preocupado com os exemplares, bem como com os criadores e expositores, que submetem os seus exemplares a julgamento! Todos os que regularmente expõem são pessoas preocupadas, exigentes, com tudo o que fazem, ou diz respeito ao mundo da canicultura (embora alguns tenha um “umbigo” do tamanho deles e só lhes permita ver a si próprios). Estou sim preocupado com os outros, que aparte de fazerem uma “ concorrência” desleal( em todos os sentidos), contribuem negativamente para a imagem dos que fazem um trabalho serio sob o ponto de vista cinofilo! O exemplo acabado disto é esta polémica dos cães perigosos( ou potencialmente). Será que maioritariamente os cães que fazem manchetes nos jornais e nas televisões, são oriundos de criadores sérios e preocupados com o bem-estar dos seus animais e dos animais por si criados? Não sou ingénuo, ao ponto de pensara que só no seio da nossa canicultura é que esta o problema! È fundamentalmente um problema cultural e transversal a toda a sociedade( por isto recomendo vivamente a leitura da obra sociológica do Prof. Gilles Lipovetski – A era do Vazio.), dos organismos intervenientes nestas problemáticas. Mas convenhamos que o CPC se coloca “ a jeito “ para ser alvo de criticas e pressões.

Senão vejamos o seguinte, há quanto tempo se discute a criação de regulamentação do “ Criador Amador”, há quanto tempo se fala na regulamentação sobre “ reprodutores”, há quanto tempo urge tomar medidas sobre o bem estar animal, acondicionamento de exemplares, certificação de paternidade, entre outras?

Lanço a seguinte questão, quantos Clubes de raça têm nos seus regulamentos critérios de avaliação, destas e de outras problemáticas? Como poderá haver esta discussão no seio dos clubes de raça, se a própria entidade máxima Nacional (no caso o CPC) não regulamenta a própria actividade de criação?

Eu lanço estas questões, porque quando tive oportunidade no seio num dos Clubes de raça que sou associado, no caso LICRASE, ajudei a consagrar em regulamento interno e depois ajudar a aprova-lo em Assembleia Geral alguns critérios fundamentais sobre estas questões! Á mais de quatro anos, após uma solicitação de um elemento preponderante de uma anterior Comissão do CPC, elaborei um documento sobre o que no meu entender deveria ser o “ Estatuto do Criador”. Este documento poderia servir de plataforma para um documento final sobre esta questão. Sei que este elemento colocou esta questão a quem competente, mas ate ao momento, nem fui solicitado para o apresentar, bem como não vi outro ou outros a serem elaborados. (desculpem este meu pretensiosismo de ser “ tido ou achado” na nossa canicultura, mas como tenho esta ousadia de reflectir sobre os assuntos que me são gratos, tenho este habito de reflexão e escrita do que penso, talvez seja a maneira de me dizer a mim próprio que “ se penso logo existo”)

 Penso, na minha opinião, que a filosofia inerente às exposições caninas assenta em três grandes vectores, e são eles: divulgar, aferir, promover. As Exposições são ou deveriam ser  “ a cereja no cimo do bolo”, uma festa da canicultura onde se mostra o que de melhor se “ produz na Cinofilia “. Por isso é legitimo e, compreendo a filosofia actual do Clube ao supervisionar, ou ate mesmo realizar exposições, bem como ser apologista do “show” em detrimento de aspectos mais técnicos. Mas creio que a expressão “ O Rei vai nu “ nunca se aplicou tão bem ao estado da actual canicultura.
Para que não restem duvidas a ninguém, sou um apreciador do trabalho realizado por alguns dos elementos directivos do CPC, nomeadamente da sua Presidente. Criadora de qualidades únicas, juíza de invulgares recursos técnicos. Sou um apologista que as pessoas tentam fazer o seu melhor e da melhor maneira nas funções que desempenham no seio da nossa canicultura, mas convenhamos que por vezes não chega. Mais refiro que não é por falta de elementos eleitos ou nomeados que há falta de qualidade de reflexão ou de trabalho, creio que é sim falta de vontade! Saliento, o bom é inimigo do óptimo, estas questões bem como outros requerem maior celeridade no seu tratamento, bem como maior qualidade nas suas abordagens. A canicultura Nacional necessita urgentemente de maior empenho de todos e sobretudo com todos! Todos os contributos são validos e preciosos, urge que a canicultura seja um “lobbie” forte e credível, sobretudo credível, internamente como externamente!

Caros Companheiros de Fórum e sobretudo meu caro amigo, João, pessoa pela qual nutro especial admiração pelo seu trabalho, pelas suas qualidades humanas e organizativas em tudo em que se envolve, poderei ser ingénuo, ou utópico, mas será que as grandes transformações não foram feitas sob esta bandeira?

A todos lanço um desafio, preocupem-se menos com a próxima exposição e tenham mais atenção com questões como estas. Talvez tenham menos títulos em casa, mas darão um contributo decisivo nos aspectos civilizacionais que sempre fizeram do ser humano o mais bem sucedido ser vivo á superfície da terra. Aos que vos rodeiam darão um sinal claro que os fins não justificam o uso de meios, que no mínimo e nalguns casos, colocam em causa a sã convivência entre todos nós.
Disse.
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Nuno Xavier
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